Brasileiros presos em Portugal por assalto a 12 bancos: R$ 5,3 milhões
Brasileiros presos por assalto a 12 bancos em Portugal

Onze brasileiros foram acusados de assaltar 12 agências bancárias em Portugal ao longo de 10 meses, levando aproximadamente R$ 5,3 milhões. O grupo, que se disfarçava de entregadores de aplicativos, usava perucas e bigodes para evitar a identificação. Sete integrantes estão em prisão preventiva, enquanto os demais devem se apresentar semanalmente à polícia.

Modus operandi da quadrilha

Segundo as investigações, os suspeitos atuavam em duplas ou trios, sempre utilizando mochilas de entregas e capacetes para se aproximar das agências sem levantar suspeitas. Durante os assaltos, ameaçavam funcionários com armas de fogo e exigiam dinheiro dos caixas. Em um dos ataques, chegaram a render um vigilante e trancá-lo em uma sala.

A Polícia Judiciária portuguesa informou que parte do dinheiro roubado foi enviada ao Brasil por meio de transferências internacionais. As autoridades ainda buscam recuperar os valores e identificar possíveis receptadores.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Investigação e prisões

As investigações duraram meses e envolveram análise de imagens de câmeras de segurança, rastreamento de telefones e cruzamento de dados bancários. As prisões ocorreram em Lisboa, Porto e na região do Algarve. Dos 11 acusados, sete estão detidos preventivamente, e os outros quatro foram soltos mediante medidas cautelares, como apresentação periódica à polícia e proibição de sair do país.

De acordo com o Ministério Público português, a quadrilha agia de forma organizada e planejada, com divisão de tarefas entre os membros. Alguns eram responsáveis pela logística, outros pelos ataques diretos e um grupo cuidava da lavagem do dinheiro.

Impacto e reações

O caso gerou grande repercussão em Portugal, especialmente pelo uso de disfarces de entregadores de aplicativos, profissão comum no país. As autoridades alertam que criminosos estão se aproveitando da aparência inofensiva desses trabalhadores para cometer delitos. A Associação de Bancos Portugueses emitiu nota pedindo mais segurança nas agências e cooperação com a polícia.

Até o momento, não há informações sobre a defesa dos acusados. O julgamento deve ocorrer nos próximos meses, e as penas podem chegar a 12 anos de prisão por roubo qualificado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar