Fernandinho Beira-Mar usou Colômbia para expandir tráfico com armas para FARC
Beira-Mar usou Colômbia para tráfico e armar FARC

Fernandinho Beira-Mar, um dos maiores traficantes do Brasil, encontrou em Barranco Minas, na Colômbia, não apenas um refúgio seguro onde acreditava não ser preso, mas também o local ideal para expandir seus negócios ilícitos. Segundo denúncia do Ministério Público da Colômbia, elaborada com informações fornecidas pela DEA (Agência Antidrogas dos Estados Unidos), o traficante estabeleceu de forma organizada o comércio de alcaloides na região.

A denúncia, apresentada à Justiça colombiana, detalha que Beira-Mar recebia como pagamento, além de dinheiro, armamento e munições. Estes itens, conforme as investigações, eram fornecidos à guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Um trecho do documento afirma: “tinha estabelecido de forma organizada o negócio de tráfico de alcaloides em Barranco Minas, recebendo como pagamento, além de dinheiro, armamento e munições, os quais fornecia, ao que parece, à guerrilha das FARC, pois na referida agenda são observadas anotações específicas para a aquisição da droga”.

Agenda apreendida com líder das FARC

A agenda que embasa a denúncia foi apreendida com Eugenio Vargas Perdomo, conhecido como Carlos Bolas, administrador das FARC na região de Barranco Minas. A investigação contou com a colaboração de Elisete da Silva Lira, ex-mulher de Beira-Mar, que confirmou que a letra nas anotações era do traficante. Carlos Bolas foi preso no Suriname em 2002 e extraditado para os Estados Unidos, onde responde por crimes relacionados ao narcotráfico.

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O caso revela a conexão entre o tráfico de drogas brasileiro e grupos guerrilheiros colombianos, evidenciando a complexidade das redes criminosas na América do Sul. A atuação de Beira-Mar em Barranco Minas demonstra como traficantes internacionais utilizam regiões de fronteira e áreas de influência de grupos armados para expandir suas operações.

Impacto da denúncia

A denúncia do Ministério Público colombiano reforça a necessidade de cooperação internacional no combate ao narcotráfico. A participação da DEA e a colaboração de testemunhas como Elisete da Silva Lira foram fundamentais para comprovar as atividades ilícitas de Beira-Mar na Colômbia. O traficante, que já cumpria pena no Brasil, continua sendo alvo de investigações que buscam desmantelar suas redes de contatos no exterior.

As autoridades colombianas seguem analisando a agenda apreendida e outras provas para identificar possíveis cúmplices e novas rotas de tráfico. O caso também levanta questões sobre a segurança em regiões remotas da Colômbia, onde grupos como as FARC historicamente exercem controle.

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