Aliados dos EUA investem em produção própria de mísseis na Ásia-Pacífico
Aliados dos EUA investem em produção de mísseis na Ásia

Aliados dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico estão intensificando investimentos em capacidade própria de produção de mísseis, buscando reduzir a dependência de fornecedores externos e aumentar a prontidão militar diante de ameaças regionais. Japão, Coreia do Sul e Austrália lideram esse movimento, com planos ambiciosos de expandir fábricas e desenvolver arsenais de longo alcance.

Japão dobra produção de mísseis de cruzeiro

O Japão anunciou um investimento de US$ 3,5 bilhões para dobrar a produção de mísseis de cruzeiro até 2027, segundo fontes do Ministério da Defesa. A iniciativa inclui a construção de uma nova fábrica em Hiroshima, com capacidade para produzir 1.000 mísseis por ano. Tóquio também planeja adquirir mísseis de longo alcance dos EUA, mas prioriza a autonomia industrial.

Coreia do Sul expande arsenal e tecnologia

Seul destinou US$ 2,8 bilhões para o desenvolvimento de mísseis balísticos e de cruzeiro, incluindo o modelo Hyunmoo-5, com alcance estimado de 3.000 km. A Agência de Desenvolvimento de Defesa da Coreia do Sul confirmou que a produção em massa começará em 2025. "Precisamos de capacidade de dissuasão independente para responder à artilharia e mísseis norte-coreanos", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa, Choi Hyun-soo.

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Austrália aposta em parceria com os EUA

Canberra investirá US$ 1,2 bilhão na construção de uma fábrica de mísseis guiados, em parceria com a empresa norte-americana Lockheed Martin. A unidade, localizada em Newcastle, produzirá mísseis de defesa aérea e antinavio. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, destacou que o projeto "fortalece a segurança nacional e gera empregos qualificados". A produção está prevista para começar em 2026.

Os investimentos refletem uma estratégia coordenada entre os aliados dos EUA, que buscam dissuadir a China e a Coreia do Norte. Especialistas apontam que a descentralização da produção reduz gargalos logísticos e aumenta a resiliência em crises. No entanto, analistas alertam para o risco de uma corrida armamentista regional.

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