Uma juíza de Bogotá determinou a proibição imediata do uso da camisa da seleção colombiana de futebol como símbolo político pelo candidato de ultradireita à presidência, Abelardo de la Espriella. A decisão ocorre após reclamações da esquerda durante a campanha para o segundo turno, marcado para 21 de junho.
Reclamação da esquerda
O candidato de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político do atual presidente Gustavo Petro, acusou De la Espriella de se apropriar indevidamente da camisa da seleção. Cepeda alegou que o uso do uniforme como símbolo partidário configurava um 'roubo' do símbolo nacional.
Decisão judicial
Na sentença, a juíza ordenou a 'cessação imediata e definitiva' do uso da camisa como identificador do partido político, da campanha ou da imagem pessoal do candidato em espaços públicos ou meios de comunicação. A medida visa evitar a politização de um símbolo que representa a unidade nacional.
Contexto eleitoral
De la Espriella, advogado de 47 anos e favorito nas pesquisas, costuma usar a camisa da seleção em eventos públicos, especialmente próximo à Copa do Mundo, que começa em 11 de junho. Seus seguidores, conhecidos como 'O Tigre', frequentemente vestem a camisa com a cabeça do animal estampada e fazem a saudação militar característica.
Reações divididas
A politização do símbolo gerou desconforto entre eleitores de esquerda, enquanto a extrema direita aplaudiu o uso como ato de patriotismo. Milhares de colombianos também usam a camisa tricolor para apoiar a seleção, que estreia na Copa do Mundo em 17 de junho contra o Uzbequistão.



