A formação de xisto de Vaca Muerta, na Argentina, está a caminho de produzir 1 milhão de barris de petróleo por dia até o segundo trimestre de 2028, conforme afirmou nesta terça-feira Ricardo Hösel, presidente-executivo da operadora de oleodutos Oleoductos del Valle (Oldelval).
Vaca Muerta é uma vasta formação de xisto do tamanho da Bélgica que transformou a Argentina em um produtor de energia em rápido crescimento e elevou as expectativas de que o país também possa se tornar um grande exportador de petróleo.
Infraestrutura de transporte
A Oldelval é responsável pelo transporte de petróleo do campo de Vaca Muerta para os portos de exportação da Argentina e gerencia um oleoduto de US$ 1,4 bilhão que conecta a bacia ocidental de Neuquén, onde fica Vaca Muerta, à costa atlântica do país.
“Comprometemo-nos, há algum tempo, a garantir que a bacia não enfrentaria mais gargalos de transporte”, disse Hösel em um evento em Buenos Aires, acrescentando que, até 2031, o país não deverá ter problemas com a capacidade de escoamento de petróleo.
Importância econômica
A formação detém a quarta maior reserva de petróleo de xisto do mundo e é um dos pilares da estratégia econômica do presidente Javier Milei, que busca impulsionar a estabilidade financeira da Argentina por meio do aumento das exportações de energia.
Previsões de produção
Em abril, o ministro de Energia da Argentina afirmou que o país pode atingir 1 milhão de barris por dia em produção de petróleo em 2026, ante um nível atual de pouco mais de 850 mil barris diários. A expectativa da Oldelval, no entanto, aponta para 2028 como o marco para essa meta.



