O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que concederá à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis Patriot, durante reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, à margem da cúpula da Otan em Ancara. Trump declarou que a medida representa uma arma defensiva, sua preferência em relação a armas ofensivas.
Detalhes da reunião em Ancara
Trump disse: “Vamos conceder a vocês uma licença para fabricar mísseis Patriot”. Ele acrescentou que a arma é defensiva, o que prefere a uma ofensiva. O encontro ocorreu em meio a tensões na aliança, com Trump criticando aliados sobre a Groenlândia e o Irã, embora não tenha repetido essas ameaças durante a reunião com Zelenskiy.
Zelenskiy tem solicitado repetidamente os interceptadores fabricados nos EUA, pois são os únicos capazes de derrubar projéteis balísticos, cuja alta velocidade e trajetória íngreme dificultam a interceptação. Era esperado que o tema fosse tratado no encontro.
Produção e pressão sobre empresas
Trump afirmou que pode pressionar empresas a ampliar a produção dos mísseis Patriot. “Temos grande poder sobre as empresas, aquelas que fabricam o Patriot”, disse. “Ainda não informamos a empresa sobre isso, mas tudo vai dar certo. Tenho certeza de que eles ficarão entusiasmados”, completou. A Lockheed Martin é a principal contratada dos mísseis interceptadores do sistema Patriot.
Perspectivas para o fim da guerra
Trump também comentou que tanto a Rússia quanto a Ucrânia desejam o fim do conflito, mas descreveu o presidente russo, Vladimir Putin, e Zelenskiy como “difíceis”. “Já resolvemos muitas guerras, e esta é aquela que eu achei que talvez fosse a mais fácil, mas Putin é um personagem difícil, e esse cara também é um personagem difícil”, disse Trump, referindo-se a Zelenskiy, que estava ao seu lado.
Zelenskiy afirmou que queria discutir “alguns detalhes muito importantes” com Trump. “Tenho certeza de que você fará de tudo para acabar com essa guerra”, declarou o presidente ucraniano.
Contexto militar recente
Moscou intensificou sua ofensiva aérea contra a Ucrânia nos últimos meses, em meio à estagnação dos avanços terrestres russos e aos ataques ucranianos contra a logística militar e a indústria petrolífera da Rússia, que provocaram escassez generalizada de combustível. Durante a madrugada, a Rússia voltou a lançar mísseis balísticos contra Kiev, informaram autoridades nesta quarta-feira. Foi o terceiro ataque à capital ucraniana em menos de uma semana, em um momento em que a Ucrânia enfrenta grave escassez de interceptores de defesa aérea fabricados nos Estados Unidos.



