A corrida eleitoral no Rio Grande do Sul reflete a polarização política nacional. O governador Eduardo Leite aposta em seu vice, Gabriel Souza (MDB), para sucedê-lo, mas enfrenta forte concorrência de Luciano Zucco (PL), apoiado pelo deputado federal Flávio Bolsonaro, e Juliana Brizola (PDT), apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos os adversários aparecem à frente nas pesquisas de intenção de voto.
Disputa acirrada e histórico de alternância no poder
O histórico de alternância no poder no estado e a rejeição a candidatos ligados à reeleição ou à base governista complicam o cenário para Gabriel Souza. Segundo analistas políticos, a polarização entre os campos de Lula e Bolsonaro se reproduz no Rio Grande do Sul, com Brizola e Zucco capitalizando o apoio de suas respectivas lideranças nacionais.
Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola, tenta unir a esquerda em torno de seu nome, enquanto Luciano Zucco, deputado estadual, representa a direita bolsonarista. Gabriel Souza, por sua vez, busca se desvincular da imagem de candidato governista, mas enfrenta resistência de parte do eleitorado.
Pesquisas e cenário eleitoral
Pesquisas recentes mostram Juliana Brizola e Luciano Zucco numericamente empatados na liderança, com Gabriel Souza em terceiro lugar. A vantagem, no entanto, está dentro da margem de erro, indicando uma disputa acirrada. O cenário de indefinição pode levar a um segundo turno, onde as alianças serão decisivas.
Eduardo Leite, que tem altos índices de aprovação, tenta transferir capital político para seu vice, mas a polarização nacional dificulta a estratégia. "O eleitorado gaúcho está muito dividido, e a rejeição a candidatos ligados ao governo pode prejudicar Gabriel Souza", afirma o cientista político João Pedro Machado.
Desafios para Gabriel Souza
Gabriel Souza precisa superar a desvantagem nas pesquisas e construir uma imagem própria, distanciando-se do governo Leite sem romper com ele. A aliança com partidos de centro e a busca por votos de eleitores moderados são suas principais apostas. No entanto, a forte presença de Brizola e Zucco nas redes sociais e o apoio de figuras nacionais tornam a missão complexa.
A eleição no Rio Grande do Sul é vista como um termômetro para a disputa presidencial de 2026. O resultado pode influenciar o cenário nacional e consolidar ou enfraquecer as lideranças envolvidas.



