Peruanos escolhem entre Fujimori e Sánchez em meio à crise política
Os peruanos vão às urnas neste domingo, 7 de junho, para eleger o nono presidente do país em apenas dez anos. O segundo turno presidencial, considerado apertado, opõe a candidata de direita Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, e o esquerdista Roberto Sánchez, da coligação Juntos por el Peru. A campanha foi marcada por intenso debate sobre o combate à criminalidade crescente, além de problemas logísticos no pleito e acusações que geraram desconfiança no processo eleitoral.
Cenário de instabilidade
O Peru vive uma profunda crise política, com sucessivos presidentes que não completaram seus mandatos. A insatisfação popular com a instabilidade e o aumento da violência urbana dominou a reta final da campanha. Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, defende uma linha dura contra o crime e promete restaurar a ordem. Já Sánchez, ex-prefeito de uma região andina, enfatiza suas origens camponesas e critica o que chama de “ditadura do Congresso”, propondo reformas sociais.
Problemas logísticos e desconfiança
A eleição enfrentou dificuldades logísticas, com filas e atrasos em diversos locais de votação. Além disso, denúncias de irregularidades e a polarização política alimentaram a desconfiança de parte do eleitorado. Apesar disso, a participação popular é considerada essencial para a estabilidade democrática do país.
O resultado deve ser conhecido nas próximas horas, e o novo presidente terá o desafio de unificar um país fragmentado e enfrentar a grave crise de segurança pública.



