Pashinian vence eleições na Armênia e consolida aproximação com o Ocidente
Pashinian vence na Armênia e se aproxima do Ocidente

O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinian, venceu as eleições legislativas realizadas no último domingo, consolidando a aproximação do país com o Ocidente, mesmo sob forte pressão da Rússia. O partido Contrato Civil, liderado por Pashinian, obteve 49,8% dos votos, garantindo uma vitória expressiva que reforça a guinada do país em direção à União Europeia e aos Estados Unidos.

Resultado das eleições

Com quase 50% dos votos, o partido de Pashinian superou as principais legendas de oposição, que acusaram o governo de manipulação eleitoral e interferência estrangeira. A participação foi de 63%, considerada alta para os padrões armênios. A vitória de Pashinian ocorre em meio a um cenário de tensões geopolíticas, com a Rússia irritada com o distanciamento de Erevan de Moscou.

Pressão russa e interferência

O Kremlin, insatisfeito com a postura pró-Ocidente de Pashinian, tentou influenciar o resultado das eleições por meio de campanhas de desinformação e pressão econômica. A Rússia impôs restrições comerciais à Armênia nos meses que antecederam o pleito, além de veicular acusações de que o governo armênio estaria negociando secretamente com a OTAN. Pashinian, por sua vez, negou as alegações e afirmou que a Armênia busca uma política externa equilibrada, mas com prioridade para a integração europeia.

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Reações internacionais

A vitória de Pashinian foi saudada por líderes ocidentais. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, parabenizou o primeiro-ministro armênio e destacou a importância da democracia no Cáucaso. A União Europeia também manifestou apoio, reiterando o compromisso de aprofundar as relações com a Armênia. Em contrapartida, a Rússia expressou preocupação com o resultado e afirmou que monitorará de perto as próximas medidas do governo armênio.

Próximos passos

Com a vitória consolidada, Pashinian planeja acelerar as reformas econômicas e políticas, além de fortalecer os laços com a UE e os EUA. Entre as prioridades estão a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia e a ampliação da cooperação em segurança com a OTAN, sem romper completamente com Moscou. A Rússia, no entanto, continua sendo um parceiro comercial importante e a Armênia depende do gás russo.

A oposição prometeu continuar a contestar o resultado nas ruas, mas a vitória de Pashinian parece consolidar a trajetória do país em direção ao Ocidente, desafiando a influência histórica da Rússia na região.

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