A facção venezuelana Tren de Aragua, considerada uma das maiores organizações criminosas da América Latina, é alvo da operação “Rota do Norte”, organizada pela Polícia Civil de Roraima. Ao todo, são cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão contra investigados pelos crimes de comércio ilegal de armas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A operação ocorre simultaneamente em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
De acordo com os investigadores, a facção fornece armamento de guerra, como armas pesadas e metralhadoras calibre .50, para outras organizações criminosas do Brasil, principalmente no Norte do país, onde a disputa entre facções é intensa. A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (DRACO), com o apoio do Ministério da Justiça e da Rede Nacional de Unidades Especializadas em Enfrentamento das Organizações Criminosas. De acordo com a Polícia Civil de Roraima, os resultados da operação serão divulgados após o fim das ações simultâneas nos estados.
Quem é a Tren de Aragua
A organização criminosa Tren de Aragua surgiu no sistema prisional da Venezuela, na unidade de Tocorón. Com foco no tráfico de pessoas e na facilitação da entrada irregular de migrantes, a atuação inicial do grupo estava ligada ao transporte ilegal de pessoas. A influência da facção na unidade prisional foi tão grande que, ao tentarem desmantelar a operação, em 2023, policiais encontraram restaurantes e até uma piscina em pleno funcionamento dentro de Tocorón.
Durante os anos seguintes, a Tren de Aragua expandiu sua atuação para países vizinhos, como Bolívia, Colômbia, Chile e Peru, além do norte do Brasil. As áreas de atuação também foram estendidas para o tráfico de drogas e, posteriormente, para o fornecimento de armamento de alto calibre.



