O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela neste mês subiu para 3.811, de acordo com o último balanço divulgado pelas autoridades locais neste domingo. Mais de 5.000 pessoas ficaram feridas, e equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros em busca de sobreviventes.
Detalhes do desastre
Os terremotos, que ocorreram em 21 de janeiro, tiveram magnitudes de 7,3 e 6,5 na escala Richter, respectivamente, e causaram destruição em várias cidades do país. O epicentro foi localizado no estado de Sucre, nordeste da Venezuela, mas os tremores foram sentidos em Caracas e outras regiões.
Segundo o Ministério do Interior da Venezuela, mais de 15.000 edificações foram total ou parcialmente destruídas, deixando aproximadamente 200.000 pessoas desabrigadas. A infraestrutura de saúde e educação também foi severamente afetada, com hospitais e escolas danificados.
Ações de resgate e ajuda humanitária
O governo venezuelano mobilizou forças armadas e equipes de defesa civil para auxiliar nas operações de busca e salvamento. Apoio internacional foi solicitado, e países como Brasil, México e Rússia enviaram equipes de resgate e doações de alimentos, água e medicamentos.
"Estamos fazendo todo o possível para salvar vidas e prestar assistência às famílias afetadas. A situação é crítica, mas não mediremos esforços", afirmou o presidente Nicolás Maduro em pronunciamento oficial.
Impacto econômico e social
Além das perdas humanas, os terremotos causaram prejuízos econômicos estimados em US$ 2 bilhões, segundo cálculos preliminares. Setores como petróleo, agricultura e turismo foram impactados, agravando a crise econômica que o país já enfrenta.
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou estado de emergência e lançou um apelo por doações no valor de US$ 50 milhões para atender às necessidades imediatas da população. "As necessidades são enormes, e a solidariedade internacional é fundamental neste momento", disse o coordenador residente da ONU na Venezuela.
Próximos passos
As autoridades continuam as buscas por desaparecidos, enquanto equipes de engenharia avaliam a segurança das estruturas remanescentes. Abrigos temporários foram montados em escolas e ginásios esportivos para acolher os desabrigados.
A população local enfrenta dificuldades com a falta de água potável, energia elétrica e serviços de comunicação. A Defesa Civil alerta para o risco de deslizamentos de terra e réplicas, que podem agravar a situação.



