A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, tenta retornar à Venezuela em meio a uma série de terremotos devastadores que abalaram o país, desafiando a resposta do governo de Delcy Rodríguez. De acordo com fontes próximas à oposição, Corina tentou viajar dos Estados Unidos para Curaçao na semana passada com o auxílio de contratados privados de segurança, com a intenção de cruzar a fronteira para a Venezuela.
Contexto da crise sísmica e política
Os terremotos, que atingiram várias regiões do país, causaram destruição significativa e deixaram centenas de desabrigados. O governo de Delcy Rodríguez tem sido criticado pela lentidão na resposta humanitária, enquanto a oposição acusa o regime de priorizar o controle político em detrimento da ajuda às vítimas. "A população está desamparada, e o governo só pensa em se manter no poder", afirmou um porta-voz da oposição, que preferiu não ser identificado.
Tentativa de retorno e riscos
María Corina, que não possui passaporte válido, enfrenta riscos legais e de segurança ao tentar retornar. Sua presença no país poderia aumentar a tensão política, especialmente após as eleições contestadas de 2024. Analistas apontam que o retorno de Corina testaria a capacidade de Delcy em lidar com a crise sísmica e a oposição simultaneamente. "Se ela conseguir entrar, será um golpe simbólico contra o regime", disse um analista político local.
Resposta do governo e críticas
Enquanto isso, Delcy Rodríguez busca manter controle sobre a ajuda humanitária internacional, que tem sido direcionada a áreas controladas pelo governo. Organizações de direitos humanos denunciam que a distribuição de alimentos e medicamentos está sendo usada como ferramenta política. "O governo está usando a tragédia para consolidar seu poder", criticou um representante da ONG Transparência Venezuela.
Impacto na percepção do governo
A crise sísmica expôs as fragilidades do governo venezuelano, que já enfrenta sanções internacionais e uma recessão econômica. O retorno de María Corina, se concretizado, poderia mobilizar a oposição e aumentar a pressão sobre Delcy. Especialistas estimam que a popularidade do governo já caiu 15% desde o início dos terremotos, segundo pesquisas independentes.
A situação permanece incerta, com ambos os lados se preparando para possíveis confrontos. A comunidade internacional observa com atenção, enquanto a Venezuela enfrenta mais um capítulo de sua turbulenta história política.



