Lula e Trump podem se encontrar no G7 em meio a tarifas dos EUA
Lula e Trump podem se encontrar no G7 na França

Integrantes do Palácio do Planalto contam com um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião da cúpula do G7, que será realizada na França. Lula confirmou nesta quarta-feira (3) sua participação no evento. O encontro de líderes ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho em Evian, na França.

Segundo fontes do Planalto, não há agenda oficial marcada entre os dois presidentes, mas, como o grupo de líderes presentes é reduzido, um encontro será inevitável. Lula pretende discutir tarifas comerciais e reforçar parcerias com Trump.

Uma investigação do escritório norte-americano concluiu, na terça-feira (2), que 60 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo dos EUA propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

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Essa sobretaxa, segundo o Ministério das Relações Exteriores, deve se somar à taxa proposta em outro relatório dos EUA, divulgado na segunda-feira (1º), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que oneram ou restringem o comércio com os norte-americanos. O primeiro texto previa tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, e o segundo, um adicional de 12,5%. Portanto, a sobretaxa total passaria para 37,5%, próximo dos 40% impostos no ano passado, caso entre em vigor.

O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira que não foi comunicado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos sobre as propostas de novas tarifas comerciais a produtos brasileiros, e que pretende enviar uma nova carta a Donald Trump. Ele disse que foi surpreendido pelo anúncio e que o país não pode aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil. Lula deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Durante a fala inicial, o petista reforçou discursos anteriores, em que criticou o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, chamando-o de latino-americano frustrado.

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