O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou nesta quinta-feira a abertura do mercado chinês para a carne bovina brasileira, em meio à insatisfação com a proposta de tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Em declaração no Palácio do Planalto, Lula destacou o reconhecimento da China ao Brasil como área livre da febre aftosa, o que deve impulsionar as exportações do setor.
Reconhecimento sanitário amplia exportações
O governo brasileiro informou que o reconhecimento sanitário por parte da China permitirá que mais frigoríficos habilitados vendam carne bovina ao país asiático. A medida é vista como uma diversificação importante para o agronegócio nacional, que enfrenta barreiras comerciais impostas pelos EUA. Lula afirmou: “Quando um país fecha as portas, outro se abre. Vamos vender para outro.”
Críticas à tarifa americana
O presidente criticou duramente a tarifa de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos, classificando-a como protecionista e prejudicial à economia brasileira. “Não vamos nos curvar a ameaças. O Brasil tem parceiros confiáveis como a China”, disse Lula. O governo avalia medidas de retaliação, mas prioriza a ampliação de acordos com outros mercados.
- China é o maior importador de carne bovina do mundo.
- Brasil já é um dos principais fornecedores, mas a nova habilitação deve aumentar as vendas em até 30%.
- A febre aftosa é uma doença viral que afeta bovinos e suínos, e o status de área livre é essencial para exportações.
O anúncio ocorre em um momento de tensão comercial entre Brasil e EUA, com impactos no agronegócio. A diversificação de mercados é vista como estratégica para reduzir a dependência do mercado americano.



