Duas semanas após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela, um homem vasculha os escombros em busca do corpo do irmão desaparecido. A cena de desespero se repete em meio à tragédia que já matou pelo menos 3.889 pessoas, segundo boletim oficial divulgado nesta quinta-feira (9) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, na plataforma Telegram.
Números da tragédia
Os terremotos consecutivos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos em 24 de junho, deixaram ainda 17.907 desabrigados e quase 17 mil feridos. O estado costeiro de La Guaira foi o mais atingido, com mais de 800 edifícios afetados, dos quais 190 desabaram completamente.
Ajuda internacional e recursos bloqueados
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu na quarta-feira a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior. A Organização das Nações Unidas (ONU) tenta arrecadar quase 300 milhões de dólares (R$ 1,54 bilhão) para auxiliar na recuperação do país. Paralelamente, a Venezuela e o Fundo Monetário Internacional (FMI) negociam o desbloqueio dos ativos financeiros do país para enfrentar as consequências dos terremotos, conforme informou a porta-voz do organismo, Julie Kozack.
Busca por desaparecidos
Em meio aos destroços, familiares como o homem que procura o irmão em La Guaira enfrentam a dor e a incerteza. Equipes internacionais de resgate seguem trabalhando na região, mas o tempo e as condições adversas dificultam as operações.



