A Europa registrou mais de 10 mil mortes acima do esperado durante a onda de calor que atingiu o continente em julho, de acordo com dados divulgados por autoridades de saúde. O número representa um excesso de mortalidade significativo em comparação com a média histórica para o período.
Países mais afetados
França, Espanha, Itália e Reino Unido foram os países com maior número de mortes adicionais. Na França, foram contabilizadas 3.500 mortes acima do esperado; na Espanha, 2.800; na Itália, 2.200; e no Reino Unido, 1.500. As temperaturas ultrapassaram os 40°C em várias regiões, agravando condições de saúde pré-existentes.
Resposta das autoridades
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a onda de calor foi excepcional em duração e intensidade. "Estamos diante de um evento climático extremo que exige medidas urgentes de adaptação", afirmou um porta-voz da OMS. Governos europeus ativaram planos de contingência, incluindo a abertura de centros de resfriamento e alertas à população.
Impacto na saúde pública
O excesso de mortes foi atribuído principalmente a problemas cardiovasculares e respiratórios, agravados pelo calor extremo. Idosos e pessoas com doenças crônicas foram os mais vulneráveis. Especialistas alertam que eventos como este devem se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas.
Medidas de mitigação
Autoridades recomendam que a população evite exposição ao sol nos horários mais quentes, mantenha-se hidratada e verifique o estado de saúde de vizinhos idosos. Além disso, investimentos em infraestrutura verde e sistemas de alerta precoce são considerados essenciais para reduzir futuros impactos.



