Especialistas avaliam que, assim como ocorreu no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar diante da nova ameaça tarifária dos Estados Unidos. A declaração foi feita nesta quinta-feira (4) pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, durante uma reunião ministerial da OCDE em Paris.
Acordos comerciais serão respeitados
Greer afirmou que os Estados Unidos vão respeitar os limites tarifários previstos em acordos firmados com a União Europeia, o Japão e outros países. “Entendemos que um acordo é um acordo”, disse o representante a repórteres à margem do evento.
Os acordos em vigor limitam as tarifas americanas sobre a maioria das importações desses parceiros a um máximo de 15%. No entanto, na terça-feira, o escritório de Greer anunciou novas tarifas após concluir que algumas economias não conseguiram restringir o comércio de bens fabricados com trabalho forçado.
Novas tarifas e impactos
Pela nova medida, a União Europeia enfrentaria uma tarifa de 10%, enquanto o Japão seria taxado em 12,5%. Uma investigação adicional da Seção 301 sobre excesso de capacidade manufatureira poderia elevar as tarifas gerais sobre produtos dessas economias para além dos 15%.
Ao comentar o acordo com a União Europeia, Greer destacou que o texto reconhece a possibilidade de os EUA imporem tarifas “até certo nível” e que as investigações da Seção 301 deram ao presidente Donald Trump autoridade para tal.
Brasil e a pecuária
Trump acusou o Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isentou a carne bovina brasileira das novas tarifas. Especialistas acreditam que o Brasil pode usar esse precedente para negociar condições mais favoráveis.
A situação reforça a importância de acordos bilaterais e da atuação diplomática para evitar impactos negativos no comércio entre os dois países.



