EUA exclui Brasil de lista de aliados na América Latina
EUA exclui Brasil de aliados na América Latina

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, excluiu o Brasil de sua lista de aliados na América Latina, em uma declaração que também citou Cuba, Venezuela, Nicarágua e o governo colombiano de Gustavo Petro como exceções ao grupo de parceiros regionais. A decisão foi anunciada durante um almoço bilateral oferecido pelo presidente Donald Trump ao primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, na Sala do Gabinete da Casa Branca.

Brasil fora da aliança

Rubio destacou que o Brasil, apesar de sua importância econômica e política, enfrenta desafios que o impedem de ser considerado um aliado confiável no momento. A exclusão ocorre em meio a tensões diplomáticas e diferenças em políticas comerciais e ambientais.

Tarifas de 25% propostas

Além da exclusão diplomática, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de alguns itens específicos. A medida foi motivada por uma investigação comercial que apontou práticas consideradas desleais por parte do Brasil.

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A proposta de tarifas ainda passará por um período de consulta pública antes de qualquer sanção definitiva. Especialistas avaliam que a medida pode impactar significativamente as exportações brasileiras para os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do país.

Reações no Brasil

O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a exclusão da lista de aliados e a ameaça de tarifas. No entanto, analistas políticos acreditam que a decisão de Rubio reflete um alinhamento mais restritivo da política externa americana para a região, priorizando países com governos alinhados ideologicamente.

A situação coloca o Brasil em uma posição delicada, especialmente em um momento de recuperação econômica e busca por acordos comerciais internacionais. A expectativa é que as negociações entre os dois países se intensifiquem nos próximos meses para evitar sanções mais severas.

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