Empresários dos Estados Unidos manifestaram forte descontentamento com a sobretaxa imposta pelo Brasil sobre produtos importados, classificando a medida como prejudicial ao comércio bilateral e pedindo uma revisão urgente. A crítica foi feita durante reunião da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, realizada em São Paulo.
Críticas à medida
Representantes de setores como tecnologia, agricultura e manufatura afirmaram que a sobretaxa, que chega a 25% em alguns itens, encarece os produtos brasileiros e reduz a competitividade das empresas americanas no mercado local. Segundo John Smith, presidente da Câmara de Comércio, “a medida é um retrocesso e vai contra os esforços de integração econômica entre os dois países”.
Impactos econômicos
A sobretaxa foi anunciada pelo governo brasileiro como forma de proteger a indústria nacional, mas os empresários americanos alertam que ela pode gerar retaliações dos EUA. Dados da Associação de Comércio Exterior mostram que as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 30 bilhões em 2025, e uma guerra tarifária poderia reduzir esse valor em até 15%.
Reação do governo brasileiro
O Ministério da Economia brasileiro defendeu a medida, afirmando que ela é temporária e necessária para estimular a produção local. No entanto, os empresários americanos argumentam que a sobretaxa viola acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Estamos avaliando todas as opções legais para contestar essa tarifa”, disse Smith.
Próximos passos
Uma comitiva de empresários americanos deve se reunir com representantes do governo brasileiro nas próximas semanas para negociar uma possível redução da sobretaxa. Enquanto isso, as empresas americanas já começam a buscar alternativas em outros mercados, como México e Canadá, para evitar os custos adicionais.



