Custos baixos atraem empresas ao Paraguai
Custos baixos atraem empresas ao Paraguai

O Paraguai tem se consolidado como um destino atrativo para empresas estrangeiras, especialmente dos setores industrial e de serviços, devido aos custos operacionais significativamente mais baixos em comparação com os países vizinhos. Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio paraguaio, o país registrou um aumento de 35% nos investimentos diretos estrangeiros (IDE) em 2025, totalizando US$ 1,2 bilhão.

Energia barata e incentivos fiscais

Um dos principais atrativos é o custo da energia elétrica, que é até 60% mais barata que no Brasil, graças à hidrelétrica de Itaipu. Além disso, a alíquota do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) é de apenas 10%, enquanto no Brasil chega a 34%. Empresas como a montadora de veículos elétricos chinesa BYD já anunciaram planos de instalar uma fábrica em Ciudad del Este, com investimento previsto de US$ 300 milhões.

Mão de obra competitiva

A mão de obra paraguaia também é mais barata: o salário mínimo é de cerca de US$ 350 por mês, contra US$ 250 no Brasil, mas os encargos trabalhistas são menores. "O Paraguai oferece um ambiente de negócios muito favorável, com burocracia reduzida e estabilidade jurídica", afirmou Juan Carlos González, presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil. O país também possui acordos bilaterais de comércio com o Brasil e a Argentina, facilitando a exportação de produtos.

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Setores mais beneficiados

Os setores que mais têm atraído investimentos são o automotivo, têxtil, de alimentos processados e de tecnologia da informação. A Zona Franca Global de Ciudad del Este oferece isenção de impostos por até 10 anos para novas empresas. Em 2025, o Paraguai exportou US$ 15 bilhões em bens, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior, impulsionado pelas indústrias recém-instaladas.

Desafios e perspectivas

Apesar do otimismo, especialistas alertam para a necessidade de melhorias na infraestrutura logística e na qualificação da mão de obra. "O Paraguai precisa investir em estradas e portos para sustentar esse crescimento", disse María José Argaña, economista do Banco Central do Paraguai. No entanto, a tendência é de que o país continue atraindo empresas que buscam reduzir custos e acessar o mercado sul-americano com vantagens competitivas.

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