Copa 2026: Tensão diplomática entre EUA, México e Canadá marca torneio
Copa 2026: Tensão diplomática entre EUA, México e Canadá

A Copa do Mundo de 2026 será disputada em um clima de tensão diplomática entre os três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. O torneio ocorrerá em 16 cidades, e as relações entre as nações estão abaladas por questões comerciais, migratórias e de segurança, agravadas desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA em janeiro de 2025.

Contexto de tensões

Quando os líderes dos três países se reuniram para o sorteio dos grupos em Washington, em dezembro, a atmosfera era de cordialidade. No entanto, a realidade atual é bem diferente. Trump tem enfatizado a posição dominante dos EUA, gerando atritos em setores como comércio, migração e tráfico de drogas. México e Canadá, principais parceiros comerciais dos EUA, foram alvo de tarifas de importação impostas por Trump, gerando retaliações. O Canadá, irritado com comentários sobre se tornar o "51º estado" americano, retirou bebidas americanas das prateleiras e reduziu viagens ao sul. Essas ações também afetaram as relações entre Canadá e México, com acusações de "traição" envolvendo investimentos chineses.

Desafios logísticos e de segurança

Pela primeira vez, a Copa será realizada em três países, o que envolve um grande número de autoridades e controles de imigração reforçados nos EUA. A guerra contra o Irã amplifica preocupações de segurança, podendo elevar frustrações e riscos de incidentes. A professora Lindsay Sarah Krasnoff, da Universidade de Nova York, observa que eventos esportivos conjuntos nem sempre melhoram as relações, citando a Copa Feminina de 2023 (positiva) e a masculina de 2002 (empate).

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Preocupações internas no México

O México enfrenta apreensão com a capacidade do aeroporto, transporte público e o Estádio Azteca, além da violência de cartéis e uma greve nacional de professores que ameaça fechar vias. A presidente Claudia Sheinbaum se mantém confiante, afirmando que o torneio mostrará a força do país. O jornalista Rafael Puente pede paciência dos torcedores diante dos problemas.

Objetivos além do esporte

Analistas apontam que o sucesso do torneio pode fortalecer laços, especialmente durante a revisão do acordo USMCA. Trump vê a Copa como vitrine global, mas seu estilo pode gerar ressentimentos. O professor Carlo Dade acredita que encontros de líderes podem trazer bons resultados. A Fifa espera que o evento una o continente, mas a imprevisibilidade do futebol se estende à diplomacia.

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