A camisa da seleção colombiana tornou-se um símbolo inesperado na disputa política do país, às vésperas da Copa do Mundo de 2026. O candidato presidencial Abelardo de la Espriella, favorito no segundo turno das eleições, adotou o uniforme da equipe nacional em sua campanha, gerando forte reação de seu adversário de esquerda, Iván Cepeda.
Camisa como ícone de campanha
Abelardo de la Espriella, que liderou o primeiro turno com ampla vantagem, tem utilizado a camisa amarela, azul e vermelha da Colômbia em comícios e materiais de divulgação. Para ele, o uniforme representa a união nacional e o orgulho do país. No entanto, a estratégia foi interpretada por Cepeda como uma apropriação indevida de um símbolo que pertence a todos os colombianos.
Reação do adversário
Iván Cepeda, candidato da esquerda, criticou duramente a atitude de De la Espriella. Em entrevista coletiva, Cepeda afirmou que a camisa da seleção não deve ser usada como ferramenta política. “A camisa da Colômbia é de todos os colombianos, não de um candidato. Estamos vendo uma tentativa de sequestrar um símbolo nacional para benefício eleitoral”, declarou.
Polarização e vandalismo
A tensão política aumentou nos últimos dias. Apoiadores de Cepeda foram flagrados vandalizando banners de campanha que exibiam a camisa da seleção. Em Bogotá, outdoors foram pichados com frases contra De la Espriella. A polícia local investiga os incidentes, que acentuam a polarização no país.
Contexto eleitoral
O segundo turno da eleição presidencial colombiana está marcado para o próximo mês, coincidindo com a preparação para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. A seleção colombiana, classificada para o torneio, é motivo de orgulho nacional, e a disputa política em torno de sua camisa reflete as profundas divisões do país.
Especialistas políticos apontam que a estratégia de De la Espriella pode ser arriscada. “Usar a camisa da seleção pode atrair eleitores apaixonados por futebol, mas também aliena aqueles que veem a atitude como oportunista”, analisa a cientista política María Fernanda Pérez.
Próximos passos
Enquanto a campanha esquenta, a seleção colombiana se prepara para amistosos internacionais. A Federação Colombiana de Futebol evitou se posicionar, mas torcedores dividem opiniões nas redes sociais. O clima de tensão promete marcar os últimos dias antes da votação decisiva.



