Bolívia: crise entre governo, indígenas e cocaleiros leva a estado de exceção
Bolívia: crise entre governo, indígenas e cocaleiros leva a estado de exceção

A Bolívia enfrenta uma grave crise política e social que resultou na decretação de estado de exceção pelo presidente Rodrigo Paz. A medida autoriza a mobilização de policiais e militares para desbloquear estradas ocupadas por manifestantes. Indígenas aimarás, camponeses e cocaleiros ligados ao ex-presidente Evo Morales mantêm os protestos e pedem a renúncia do governo.

Contexto da crise

Os protestos começaram há semanas, motivados por insatisfações com a política econômica do governo e a venda de gasolina de baixa qualidade. As manifestações se intensificaram após o fracasso de um acordo mediado pela Central Obrera Boliviana (COB). Os grupos indígenas e cocaleiros exigem a saída de Paz, a quem acusam de não representar os interesses populares.

Estado de exceção

O decreto de estado de exceção, anunciado no último sábado, concede poderes especiais às forças de segurança para restabelecer a ordem. O presidente justificou a medida como necessária para garantir a livre circulação e o abastecimento de alimentos e combustíveis. No entanto, críticos apontam risco de repressão e violação de direitos humanos.

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Reações e desdobramentos

Líderes indígenas, como os aimarás, prometem resistir. Evo Morales, que governou o país por quase 14 anos, apoiou os manifestantes e classificou o governo de Paz como ilegítimo. A comunidade internacional acompanha com preocupação, enquanto a população sofre com filas em postos de gasolina e escassez de produtos básicos. A crise econômica se agrava, com inflação alta e desemprego crescente.

O governo tenta negociar, mas a oposição exige a renúncia. Enquanto isso, o país permanece dividido entre apoiadores e críticos do presidente, em um clima de tensão que pode se prolongar.

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