Na quarta-feira (15), Argentina e Inglaterra se enfrentam em uma das semifinais da Copa do Mundo, reacendendo uma rivalidade histórica que vai além do futebol. O confronto remete à Guerra das Malvinas, travada em 1982, na qual a Argentina saiu derrotada. Mais de 40 anos depois, a posse do arquipélago ainda gera polêmica.
Reivindicação argentina atual
Desde abril de 2024, pouco após assumir a Presidência argentina, Javier Milei defende a reivindicação de soberania argentina sobre as Malvinas. O líder ultraliberal afirmou que iria “iniciar uma rota clara para que as Malvinas voltem a ser argentinas”. Ele não foi o primeiro: diversos presidentes, como Cristina Kirchner e Maurício Macri, também reivindicaram a posse das ilhas, que hoje pertencem ao Reino Unido e são chamadas de Falklands.
Argumentos geográficos e históricos
Um dos principais motivos da reivindicação argentina é a proximidade geográfica: as ilhas ficam a cerca de 600 km da costa da Patagônia, enquanto o Reino Unido está a aproximadamente 13 mil km de distância. Os argentinos argumentam que os primeiros ocupantes foram espanhóis do Vice-Reino do Rio da Prata, região que se tornou independente em 1810 e deu origem à Argentina. Na década de 1820, já independente, a Argentina enviou autoridades para tomar posse das ilhas e, em 1829, nomeou um governador para as Malvinas. Em 1833, no entanto, os ingleses expulsaram as autoridades argentinas.
A Guerra das Malvinas
Quase 150 anos depois, em abril de 1982, sob a ditadura militar, a Argentina lançou a Operação Rosário, tentando recuperar as ilhas com força militar. Começou a Guerra das Malvinas, que durou dois meses e terminou com a vitória britânica. O Reino Unido, por sua vez, alega que sua reivindicação remonta a 1765, anterior à década de 1820, e que enviou um navio de guerra em 1833 para expulsar as forças argentinas.
Baixas e plebiscito
No conflito de 1982, morreram 649 soldados argentinos, 255 combatentes britânicos e 3 moradores das ilhas. Anos depois, em 2013, os moradores das Malvinas votaram em um plebiscito e optaram por permanecer como território ultramarino do Reino Unido.



