A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um apelo formal ao rei Charles III do Reino Unido solicitando a liberação de aproximadamente 1,9 bilhão de dólares em ouro venezuelano que está retido no Banco da Inglaterra. Os recursos seriam destinados a ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o país recentemente.
Contexto político e humanitário
Rodríguez assumiu a presidência interina após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Em meio à crise humanitária agravada pelo desastre natural, o governo interino busca desbloquear ativos externos para financiar a assistência emergencial. Além do ouro no Banco da Inglaterra, a administração também tenta acessar 5,1 bilhões de dólares depositados no Fundo Monetário Internacional (FMI).
O chanceler Yván Gil foi o porta-voz do pedido, enfatizando que os recursos bloqueados são essenciais para socorrer a população afetada. Segundo Gil, a liberação do ouro é uma questão de urgência humanitária e o governo espera uma resposta positiva do monarca britânico.
Impacto do terremoto
O terremoto, que ocorreu em Catia La Mar, no estado de La Guaira, a cerca de 30 km de Caracas, causou destruição significativa. Imagens mostram uma mulher procurando entre os escombros de um prédio desabado na tentativa de recuperar pertences. O número de vítimas ainda não foi divulgado oficialmente, mas acredita-se que seja alto.
A situação humanitária na Venezuela já era crítica antes do terremoto, com escassez de alimentos, medicamentos e infraestrutura precária. O desastre natural agravou ainda mais as condições de vida da população.
Reações e perspectivas
Até o momento, o Palácio de Buckingham não emitiu comentários oficiais sobre o pedido. Especialistas em relações internacionais apontam que a decisão pode ter implicações políticas, já que o Reino Unido não reconhece formalmente o governo interino de Rodríguez. No entanto, a pressão humanitária pode influenciar a negociação.
A liberação do ouro seria um alívio financeiro significativo para a Venezuela, permitindo a importação de suprimentos básicos e a reconstrução de áreas atingidas. O governo interino segue em contato com autoridades britânicas e do FMI para viabilizar o acesso aos recursos.



