Senegal demite técnico Pape Thiaw após eliminação na Copa do Mundo
Senegal demite técnico Pape Thiaw após eliminação na Copa

A Federação Senegalesa de Futebol anunciou neste sábado (11) a demissão do técnico Pape Thiaw, após a eliminação da seleção na segunda fase da Copa do Mundo para a Bélgica. Em comunicado oficial nas redes sociais, a entidade informou a saída de toda a comissão técnica, justificando a decisão com uma 'avaliação dos resultados' obtidos pela equipe.

Comunicado oficial e justificativa

No comunicado, a federação declarou: 'Após uma avaliação minuciosa dos resultados e das perspectivas esportivas da seleção nacional, o comitê executivo considerou necessário iniciar um procedimento. Para o melhor interesse do futebol senegalês'. A decisão foi tomada após reunião do comitê executivo, que analisou o desempenho da equipe na competição.

Trajetória de Pape Thiaw

Pape Thiaw assumiu o comando da seleção senegalesa no final de 2024, inicialmente como interino, após a saída de Aliou Cissé em outubro do mesmo ano. Sob seu comando, Senegal realizou 31 partidas, conquistando 17 vitórias e oito empates. Thiaw ganhou destaque durante a campanha que deu o título da Copa Africana de Nações a Senegal, pelo menos dentro de campo. Posteriormente, a Confederação Africana de Futebol declarou Marrocos como vencedor porque os senegaleses abandonaram a final por um tempo em protesto a um pênalti marcado nos acréscimos.

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Desempenho na Copa do Mundo

Na atual edição da Copa do Mundo, Senegal não conseguiu repetir o desempenho de outros momentos. A equipe passou entre os melhores terceiros colocados na fase de grupos, após derrotas para França e Noruega, além de uma goleada sobre o Iraque na última rodada. Nos 16 avos de final, os senegaleses perderam para a Bélgica por 3 a 2, depois de abrir vantagem de 2 a 0 e sofrer a virada nos minutos finais.

Pressão pública e boicote de jogador

A saída de Pape Thiaw era esperada, principalmente após declarações públicas do meio-campista Pape Gueye, do Villarreal. O volante anunciou boicote à seleção após a eliminação no mundial e afirmou que só voltaria a jogar por Senegal se o treinador fosse demitido. A declaração aumentou a pressão sobre a federação para tomar uma decisão.

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