Uma raia-de-pedra (Rhinobatos horkelii), espécie classificada como ameaçada de extinção, foi devolvida ao mar na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, após ser capturada acidentalmente em uma rede de pesca na saída da Baía de Guanabara. O animal, que pesa cerca de 15 quilos, foi solto vivo e em segurança pelo pescador Manasi Rebouças, que registrou o momento em vídeo.
Resgate e soltura
O incidente ocorreu quando a raia ficou presa na rede de um pescador local. Ao perceber a captura acidental, Manasi Rebouças imediatamente iniciou o procedimento de soltura, garantindo que o animal não sofresse ferimentos. O vídeo mostra o momento em que a raia é liberada nas águas de Copacabana, nadando rapidamente para longe da costa.
De acordo com Rebouças, a espécie é rara na região e sua devolução ao mar é fundamental para a conservação. "É uma alegria poder devolver um animal tão importante para o ecossistema marinho. Infelizmente, muitos não têm essa sorte", afirmou o pescador.
Projeto Raias da Guanabara
O resgate foi registrado pelo projeto Raias da Guanabara, uma iniciativa do Instituto Mar Urbano que monitora e estuda as raias na Baía de Guanabara e áreas costeiras do Rio de Janeiro. O projeto tem como objetivo promover a conservação desses animais e conscientizar pescadores sobre a importância da soltura segura de espécies ameaçadas.
O Instituto Mar Urbano destacou a colaboração entre pescadores e cientistas como essencial para a preservação da biodiversidade marinha. "A participação de pescadores como o Manasi é crucial. Eles são os primeiros a entrar em contato com essas espécies e podem fazer a diferença entre a vida e a morte", comentou um representante do instituto.
Espécie ameaçada
A raia-de-pedra é uma espécie de peixe cartilaginoso que habita o fundo do oceano, comum em águas rasas e estuários. Devido à pesca predatória e à degradação de seu habitat, a espécie está listada como ameaçada de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O resgate em Copacabana reforça a necessidade de práticas de pesca sustentáveis e do envolvimento da comunidade na proteção da vida marinha. O Instituto Mar Urbano planeja continuar monitorando a região e educando pescadores sobre a importância de devolver ao mar espécies capturadas acidentalmente.



