A rã-touro, uma espécie invasora e perigosa, está sendo monitorada em Florianópolis devido ao seu impacto ambiental. Originária da América do Norte, foi introduzida no Brasil na década de 1930 e ameaça animais nativos por sua vantagem competitiva em tamanho e dieta.
Características da rã-touro
A espécie pode ultrapassar 20 centímetros de comprimento e é reconhecida pelo som semelhante a um mugido, que lhe rendeu o nome popular. Sua dieta é ampla, incluindo insetos, pequenos vertebrados e até outras rãs, o que a torna uma predadora eficiente e uma ameaça à fauna local.
Impacto ambiental
Por ser maior e mais agressiva que as espécies nativas, a rã-touro compete por recursos e pode predar animais que já estão em risco de extinção. Além disso, pode transmitir doenças, como o fungo quitrídio, que afeta anfíbios em todo o mundo.
Monitoramento em Florianópolis
A Prefeitura de Florianópolis, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está realizando o monitoramento da espécie. A população pode colaborar relatando avistamentos por meio de fotos e gravações do som característico. As informações ajudam os pesquisadores a mapear a distribuição da rã-touro e planejar ações de controle.
Como identificar e relatar
A rã-touro tem corpo robusto, coloração verde-oliva ou marrom, e manchas escuras. Seu canto é um mugido profundo, que pode ser ouvido em corpos d'água parada. Ao avistar um exemplar, recomenda-se não tocá-lo e registrar o local, data e horário. As imagens e áudios podem ser enviados para o laboratório da UFSC ou para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
A colaboração de todos é essencial para evitar que a rã-touro se espalhe ainda mais e cause danos irreversíveis à biodiversidade local.



