A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira que os casos suspeitos de ebola registraram uma queda expressiva após a implementação de novos testes de diagnóstico rápido na região afetada. A medida, que permite a identificação mais ágil do vírus, tem sido crucial para conter a propagação da doença.
Novos testes aceleram diagnóstico
Os novos testes, que podem ser realizados em unidades de saúde básicas, reduzem o tempo de espera pelos resultados de dias para apenas algumas horas. Isso permitiu que as equipes de resposta isolassem rapidamente os pacientes infectados e rastreassem contatos, diminuindo a cadeia de transmissão.
Impacto na região
Nas últimas semanas, o número de casos suspeitos caiu de uma média de 50 por dia para menos de 10, segundo dados da OMS. A queda é atribuída principalmente à ampliação do acesso aos testes e à melhoria na vigilância epidemiológica.
“Estamos vendo um progresso significativo. A combinação de testes rápidos com medidas de controle tradicionais está funcionando”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Desafios persistem
Apesar da melhora, a OMS alerta que o surto ainda não está sob controle. A falta de infraestrutura em algumas áreas remotas e a desconfiança da população em relação às equipes de saúde continuam sendo obstáculos. Além disso, a vacinação contra o ebola, embora eficaz, enfrenta desafios logísticos.
“Precisamos manter o ritmo. Não podemos relaxar agora”, destacou o representante da OMS na região.
Cooperação internacional
A OMS tem trabalhado em parceria com governos locais e organizações não governamentais para fortalecer a capacidade de resposta. Novos lotes de testes e vacinas estão sendo enviados para as áreas mais críticas.
A comunidade internacional também se mobilizou, com doações de equipamentos e recursos financeiros. A expectativa é que, com a continuidade das ações, o surto possa ser declarado encerrado nos próximos meses.



