Assassinato de Dom Osório Citora Afonso comove Moçambique e o mundo
Dom Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, foi assassinado a tiros na madrugada de sábado, durante a invasão de sua residência oficial na cidade de Quelimane, província da Zambézia, em Moçambique. O religioso, de 54 anos, também ocupava os cargos de secretário-geral da Conferência Episcopal de Moçambique e administrador apostólico.
De acordo com informações preliminares, homens armados invadiram a residência episcopal por volta das 2h da madrugada. O bispo foi atingido por disparos e morreu no local. A motivação do crime ainda é desconhecida, e as autoridades moçambicanas iniciaram as investigações.
Repercussão internacional
O assassinato gerou comoção imediata dentro e fora do país. O Papa Francisco expressou pesar e solidariedade, pedindo que os responsáveis sejam levados à justiça. A Conferência Episcopal de Moçambique emitiu nota de pesar, classificando o ato como "bárbaro e covarde". Organizações internacionais de direitos humanos também condenaram o crime e pedem apuração rigorosa.
Dom Osório era conhecido por sua atuação missionária e eclesial, tendo dedicado sua vida à Igreja e ao serviço das comunidades mais vulneráveis. Sua morte representa uma perda significativa para a Igreja Católica em Moçambique e para todo o país.
Investigação em andamento
A polícia moçambicana informou que está trabalhando para identificar e capturar os assassinos. Até o momento, ninguém foi preso. A comunidade local realizou vigílias e manifestações pacíficas exigindo justiça. O governo moçambicano também se pronunciou, prometendo empenho na elucidação do caso.



