Brasil é o 4º país que mais ampliou turismo pós-pandemia, diz OCDE
Brasil é o 4º país que mais ampliou turismo pós-pandemia

O Brasil é o 4º país que mais ampliou o número de turistas estrangeiros após a pandemia de covid-19, segundo a OCDE. O resultado coloca o país à frente de destinos turísticos tradicionais como Japão, com alta de 34%; Portugal, com 20%; Espanha, com 16%; e França, com 12%. Os percentuais se referem à comparação com o período anterior à crise sanitária.

O que diz o levantamento da OCDE

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os dados em um relatório que acompanha a recuperação do setor de turismo em diversos países. O levantamento mostra que a retomada dos fluxos internacionais tem sido desigual, e o Brasil figura entre as nações com o maior crescimento proporcional de visitantes estrangeiros.

De acordo com o ranking, o Japão – um dos países mais procurados por viajantes do mundo – registrou expansão de 34% no número de turistas. Portugal, destino historicamente ligado ao Brasil, apresentou crescimento de 20%. Espanha e França, líderes mundiais em chegadas de turistas, tiveram aumentos de 16% e 12%, respectivamente. O desempenho brasileiro, portanto, supera esses mercados consolidados.

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Brasil em destaque no cenário global

A posição alcançada pelo Brasil é ainda mais significativa por considerar que o país competiu com nações que possuem infraestrutura turística madura e campanhas de promoção internacional estabelecidas há décadas. A superação desses destinos indica que o Brasil está aproveitando o momento de retomada global do turismo para ganhar participação no mercado.

Entre os fatores que podem explicar o resultado estão a diversidade de atrativos naturais e culturais, a melhora na conectividade aérea e a taxa de câmbio favorável, que torna os preços no país mais competitivos para visitantes estrangeiros.

O peso do estudo da OCDE

O levantamento da OCDE é considerado uma das principais referências para a análise de tendências do turismo mundial. A organização reúne países desenvolvidos e emergentes e produz estudos que orientam políticas públicas em diversas áreas, incluindo turismo. Para o Brasil, que mantém relação de cooperação com a entidade, aparecer bem nesse ranking é um sinal positivo em termos de imagem internacional.

Alta temporada e movimentação no Rio

O momento é de expectativa para o setor. Réveillon e férias de verão devem levar mais turistas aos hotéis do Rio de Janeiro, conforme indicou a Agência O Globo em registro fotográfico. O Rio é uma das principais portas de entrada de estrangeiros no Brasil, e o movimento de alta temporada tende a reforçar os números positivos do levantamento da OCDE.

A capital fluminense, com seus cartões-postais e agenda de eventos, costuma atrair viajantes de diversas partes do mundo. O fluxo intenso na virada do ano e nas semanas seguintes é um termômetro do desempenho do turismo brasileiro.

Impacto econômico e desafios

O turismo é um dos setores mais importantes para a economia, gerando empregos diretos e indiretos em hotelaria, gastronomia, transporte e serviços. O crescimento do número de turistas estrangeiros no Brasil tem impacto direto nesses segmentos e também na arrecadação de impostos.

Apesar do bom resultado, o país ainda enfrenta desafios para consolidar o crescimento. A burocracia para vistos, a necessidade de ampliar a malha aérea internacional e os investimentos em segurança e infraestrutura são pontos que podem limitar o avanço do setor. Especialistas defendem políticas públicas integradas e parcerias com a iniciativa privada para manter o país atrativo.

Perspectivas para o futuro

O relatório da OCDE não informa o percentual exato de crescimento do Brasil, mas a colocação no topo do ranking já projeta o país no cenário internacional. Para sustentar a tendência, será preciso continuar investindo na promoção do destino Brasil e na melhoria da experiência do visitante.

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Com a aproximação de grandes eventos e a expansão da oferta de voos, a expectativa é de que o país mantenha a curva ascendente nas próximas edições do levantamento. Por enquanto, o dado da OCDE serve como um indicador importante de que o turismo brasileiro saiu da crise em posição de força.