Um estudo global da Manychat revelou que 51% dos criadores de conteúdo consideraram abandonar a carreira nos últimos 12 meses. O motivo principal não é a falta de público ou interesse nas redes, mas o desgaste causado por uma rotina intensa, imprevisível e muitas vezes mal remunerada.
Por trás de vídeos curtos e posts que duram segundos no feed, há uma carga de trabalho que se aproxima ou até ultrapassa a de empregos tradicionais. Apesar do crescimento da economia dos criadores, o estigma persiste: 31% dos criadores afirmam que as pessoas ainda não veem a criação de conteúdo como um trabalho de verdade.
Quando perguntados sobre a parte mais incompreendida da profissão, 26% disseram que as pessoas acham que é fácil, 19% acreditam que não toma tanto tempo e 12% ouvem que 'criadores são ricos'. O estudo também mostra que os criadores usam quase 20 horas por semana apenas com planejamento, gravação e edição de conteúdo, além de 2 a 3 horas semanais para responder comentários e mensagens.
A renda também é um desafio: quase três em cada quatro criadores ganham menos de US$ 10 mil por ano (cerca de R$ 53 mil) com conteúdo. Apenas um em cada dez ultrapassa os US$ 30 mil anuais. Os pagamentos das plataformas são a principal fonte de receita (39%), seguidas por parcerias com marcas (28%).
Entre os criadores que pensaram em desistir, os motivos incluem desgaste emocional e frustração profissional. A situação é ainda mais crítica na Geração Z, onde 55% cogitaram parar no último ano. Apenas 14% dos criadores se consideram um negócio, enquanto 50% se veem apenas como uma pessoa que posta conteúdo.



