A pimenta Carolina Reaper é considerada a mais ardida do mundo, com 1,64 milhão na escala de Scoville, que mede o grau de picância. Ela foi desenvolvida pelo produtor americano Ed Currie, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O nome 'Carolina' faz referência ao estado de origem, e 'Reaper' significa 'ceifador', em alusão à figura da morte com uma foice.
A Carolina Reaper é resultado do cruzamento de duas variedades, a Sweet Habanero e a Naga Viper, após dez anos de trabalho. Segundo o fabricante, seu sabor é descrito como 'dolorosamente quente, com tons doces e frutados e notas de canela e chocolate'. Pode ser usada em molhos, salsas ou até mesmo em combate.
No Brasil, o produtor Rildo Cazé, de Maringá (PR), importou sementes da Carolina Reaper há dez anos. Ele vende a pimenta in natura, além de molhos, conservas e pastas. O quilo da Carolina Reaper custa R$ 150,00, quatro vezes mais que outras pimentas, como a malagueta e a dedo-de-moça. Apesar de ser a mais vendida, seu cultivo é mais difícil.
A pimenta entrou para o Guinness World Records em 2013, após testes realizados pela Winthrop University, na Carolina do Sul. Em dezembro de 2021, o americano Gregory Foster bateu o recorde ao comer três pimentas Carolina Reaper em 8,7 segundos, em San Diego. Em novembro de 2022, o canadense Mike Jack comeu 50 unidades em 6 minutos e 49 segundos, em Ontário.
O especialista em pimentas Nelo Linguanotto explica que existe uma demanda por pimentas cada vez mais picantes. A Carolina Reaper é a mais ardida do mundo, superando a malagueta, que pode chegar a 175 mil unidades na escala de Scoville.



