Uma pesquisa recente divulgada em agosto de 2026 mostra que 78% das empresas brasileiras passaram a priorizar a adaptabilidade como principal critério na contratação de novos funcionários, superando a experiência técnica tradicional. O levantamento, realizado com 500 companhias de diversos setores, indica uma mudança significativa no perfil profissional mais valorizado no mercado.
Mudança de prioridades nas contratações
De acordo com o estudo, apenas 45% das empresas ainda consideram a experiência técnica como fator decisivo, enquanto 82% afirmam que a capacidade de aprender rápido e se ajustar a novas situações é essencial. Esse cenário reflete um mercado em transformação, impulsionado por avanços tecnológicos e novas dinâmicas de trabalho.
Especialistas em recursos humanos apontam que a pandemia de Covid-19 acelerou essa tendência, forçando empresas a se adaptarem rapidamente ao home office e a modelos híbridos. "A adaptabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou um requisito básico", afirma Carla Menezes, consultora de carreiras.
Impacto na educação e treinamento
Com essa nova demanda, instituições de ensino e empresas de treinamento estão reformulando seus currículos. Cursos focados em soft skills, como pensamento crítico, comunicação e resiliência, ganham espaço. Dados do levantamento mostram que 63% das empresas planejam investir mais em programas de desenvolvimento de habilidades comportamentais nos próximos dois anos.
Além disso, a pesquisa revela que setores como tecnologia, saúde e finanças são os que mais buscam profissionais adaptáveis, com percentuais acima de 80%. "O mercado valoriza quem consegue navegar por incertezas e aprender continuamente", complementa Menezes.
Desafios para os profissionais
Para os trabalhadores, a nova realidade exige atualização constante. Profissionais que investem em aprendizado contínuo e demonstram flexibilidade têm maiores chances de recolocação e crescimento. O estudo indica que 71% dos profissionais que participaram de programas de requalificação conseguiram novas oportunidades em até seis meses.
No entanto, especialistas alertam que a adaptabilidade não substitui o conhecimento técnico, mas o complementa. "É um equilíbrio entre o saber fazer e o saber se reinventar", explica o professor universitário Ricardo Almeida.
Perspectivas futuras
A tendência é que essa valorização da adaptabilidade se intensifique nos próximos anos, com a automação e a inteligência artificial transformando diversas profissões. Empresas que investirem na capacitação de seus times estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro.
O estudo conclui que a adaptabilidade será o novo pilar do mercado de trabalho, e aqueles que a desenvolverem terão vantagem competitiva. A pesquisa completa está disponível no site da consultoria responsável.



