Peça 'Meu Deus' leva Deus à terapia após 2 mil anos de depressão
Peça 'Meu Deus' leva Deus à terapia após 2 mil anos

A nova peça 'Meu Deus', do dramaturgo e diretor Gustavo Fioravante, apresenta uma premissa inusitada: Deus, o Todo-Poderoso, decide buscar ajuda terapêutica para lidar com uma depressão que já dura 2 mil anos. A comédia existencialista estreia no Teatro do Sesi, em São Paulo, no dia 3 de agosto, com temporada até 8 de setembro.

Enredo e personagens

Na trama, Deus (interpretado por Fioravante) está cansado de ouvir as mesmas reclamações dos humanos e decide se consultar com uma terapeuta, a Doutora Clarice (vivida por Laila Garin). Durante as sessões, ele reflete sobre sua criação, o livre-arbítrio e o sofrimento humano. A peça mistura humor e reflexão, abordando temas como fé, culpa e a busca por sentido.

Segundo Fioravante, a ideia surgiu durante a pandemia. "Eu estava refletindo sobre o sofrimento humano e pensei: e se Deus também estivesse deprimido? A partir daí, desenvolvi a história", conta o dramaturgo. A peça tem 70 minutos de duração e é recomendada para maiores de 14 anos.

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Elenco e produção

Além de Fioravante e Laila Garin, o elenco conta com a participação de outros atores em papéis secundários. A direção é de Gustavo Fioravante, com cenografia de Renato Theobaldo e iluminação de Aline Santini. A produção é da Cia. Teatro do Sesi.

"A peça não é uma crítica à religião, mas uma reflexão sobre a condição humana através da figura de Deus", explica Fioravante. "Queremos que o público saia do teatro pensando sobre suas próprias crenças e angústias."

Ingressos e horários

Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 40, com meia-entrada para estudantes e idosos. As sessões ocorrem de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. A venda é feita pelo site do Teatro do Sesi e na bilheteria local.

A peça já despertou interesse de outras cidades, e há planos de uma turnê nacional em 2027. "A receptividade tem sido muito boa. As pessoas se identificam com a ideia de um Deus vulnerável", afirma o diretor.

Recepção da crítica

Em pré-estreia para convidados, a peça recebeu elogios pela originalidade e pelo texto afiado. A atuação de Laila Garin como a terapeuta foi destacada como um dos pontos altos. A crítica do jornal O Estado de S. Paulo chamou a peça de "uma comédia inteligente que provoca reflexão sem perder o humor".

Com 'Meu Deus', Gustavo Fioravante consolida seu estilo de teatro filosófico-popular, que já havia sido visto em peças anteriores como 'O Céu é Aqui' e 'Deus é Brasileiro'. A nova montagem promete ser um dos destaques da temporada teatral paulistana.

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