Ciência explica os benefícios mútuos da relação entre humanos e pets
Benefícios mútuos na relação humano-pet explicados pela ciência

A relação entre humanos e animais de estimação vai além da simples companhia. Pesquisas científicas, como as conduzidas pelo Instituto WALTHAM, na Inglaterra, centro global de ciência da Mars dedicado à nutrição, comportamento e bem-estar animal, revelam que essa interação desencadeia respostas fisiológicas complexas em ambas as espécies. Durante uma visita ao instituto, foi possível observar como a ciência busca desvendar os mecanismos biológicos por trás desse vínculo.

O papel da ocitocina na formação de vínculos

Estudos indicam que momentos positivos de convivência, como brincar, fazer carinho ou trocar olhares, estão associados à liberação de ocitocina, hormônio relacionado à formação de vínculos sociais, confiança e sensação de bem-estar. Esse efeito não se limita aos humanos: pesquisas com cães mostram que a interação com seus tutores também gera respostas fisiológicas que fortalecem o vínculo. Em gatos, trabalhos recentes associam a ocitocina ao aumento do contato visual com os humanos, desconstruindo a ideia de que felinos são pouco interessados em estabelecer relações sociais.

Percepção dos tutores: dados concretos

Um levantamento conduzido pelo Instituto WALTHAM aponta que 86% dos entrevistados acreditam que os animais de estimação têm impacto positivo sobre a saúde mental. Além disso, 69% afirmam que os pets ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade, enquanto 63% os consideram verdadeiros amigos. Esses números refletem a crescente importância dos animais nas famílias brasileiras: o Brasil possui cerca de 160,9 milhões de pets, uma das maiores populações do mundo.

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Kátia de Souza, Diretora de Assuntos Corporativos da Mars Pet Nutrition no Brasil, destaca: "Os pets ocupam um espaço cada vez mais importante dentro das famílias e a ciência ajuda a explicar por que essa relação é tão especial. Mais do que companhia, eles promovem conexões genuínas e contribuem para fortalecer vínculos, gerar bem-estar e enriquecer a convivência entre pessoas e animais."

Bem-estar como via de mão dupla

Reconhecer a profundidade desse vínculo implica responsabilidades. Não basta alimentar e cuidar da saúde física; é preciso atender às necessidades comportamentais, emocionais e sociais dos animais. Um cachorro pode desenvolver ansiedade de separação mesmo amando seu tutor; um gato pode buscar contato, mas precisar de controle sobre as interações. A ciência do comportamento animal ajuda a entender cada indivíduo, em vez de aplicar generalizações.

A contribuição do Instituto WALTHAM

Com mais de 60 anos de história, o instituto já contribuiu para mais de 600 artigos científicos, abrangendo áreas como nutrição, saúde, comportamento e bem-estar. Durante a visita, notou-se que até mesmo a organização do espaço de trabalho reflete a valorização da interação: mesas posicionadas para visualização dos cães e pausas para contato direto. Isso demonstra que a qualidade de vida também é priorizada dentro da empresa.

A melhor amizade entre humanos e animais é aquela em que ambos os lados se beneficiam. A ciência nos convida a escutar e respeitar as necessidades dos pets, construindo relações mais equilibradas e saudáveis.

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