A seleção brasileira feminina de vôlei terminou a Liga das Nações (VNL) de 2026 com a medalha de prata, após ser superada pela Turquia por 3 sets a 1 na final, disputada em Bangkok. O resultado marcou o quinto vice-campeonato do Brasil na competição e ampliou o jejum de títulos intercontinentais para 10 anos, desde a conquista do Grand Prix em 2017.
Campanha sem três titulares
O Brasil chegou à decisão desfalcado de três peças fundamentais: a capitã Gabi, a central Ju Kudiess e a líbero Nyeme. Mesmo assim, a equipe comandada por José Roberto Guimarães superou as adversidades e venceu o Japão nas quartas de final e a Itália na semifinal, esta última por 3 a 2, em um jogo considerado o mais importante das últimas duas temporadas. A Itália, atual campeã olímpica, mundial e da própria VNL, estava com força máxima.
Destaques individuais e coletivos
A levantadora Roberta assumiu a titularidade e distribuiu bem o jogo, enquanto Rosamaria se consolidou como oposta e se tornou a principal solução para a posição no ciclo olímpico. Ana Cristina foi a bola de segurança no ataque, e Ju Bergmann mostrou consistência no passe e nas finalizações. A dupla de centrais, formada por Luzia e Diana, montou um bloqueio eficiente, e Marcelle evoluiu na defesa. O crescimento dessas atletas foi um dos pontos altos da campanha.
A final: reviravolta e domínio turco
Na decisão, o Brasil começou bem e venceu o primeiro set. O segundo set foi crucial: o Brasil teve chances de abrir 2 a 0, mas não conseguiu liquidar. A partir da terceira parcial, a Turquia impôs seu jogo, especialmente com a oposta Vargas, que terminou a partida com impressionantes 33 pontos. A recepção brasileira sofreu com o saque turco, e o ataque ficou previsível devido ao uso discreto das bolas de meio com as centrais. Rosamaria, embora seja a melhor oposta disponível, ainda tem dificuldades quando recebe muitas bolas, e a segurança ofensiva recaiu excessivamente sobre as ponteiras.
O peso do vice-campeonato
Este foi o quinto vice da seleção brasileira na história da Liga das Nações. No período sem títulos intercontinentais, o Brasil acumulou uma prata e um bronze em Olimpíadas (2020 e 2024) e uma prata e um bronze em Campeonatos Mundiais (2022 e 2026). Apesar da presença constante no pódio, a falta de um título expressivo desde 2017 começa a pesar. Ainda assim, a campanha de 2026 mostrou a força do grupo, que mesmo desfalcado conseguiu competir de igual para igual com as principais potências mundiais.



