A Espanha venceu a França por 2 a 0 e está na final da Copa do Mundo. No próximo sábado, na decisão do terceiro lugar, o técnico Didier Deschamps deixará o comando da seleção francesa após 14 anos. Para o seu lugar, é quase certo o nome de Zinedine Zidane. No entanto, há um último entrave a ser solucionado: o salário do ídolo francês.
Nova lei impõe teto salarial de 450 mil euros
Uma nova legislação francesa, prestes a ser aprovada pelo Parlamento e publicada no Diário Oficial do país, estabelece um teto salarial de 450 mil euros brutos (cerca de R$ 2,6 milhões na cotação atual) para a remuneração de dirigentes e funcionários de federações esportivas. As informações são do jornal L'Equipe.
O valor é bem abaixo, por exemplo, do que a Federação Francesa paga a Deschamps e de uma proposta rejeitada pelo próprio Zidane, no ano passado, para assumir o Al-Hilal com salário anual de 100 milhões de euros (R$ 584 milhões).
Possível exceção ministerial pode resolver impasse
Para contornar o impasse, será necessário obter uma autorização extra do Ministério dos Esportes francês, caso o contrato de Zidane ainda não tiver sido assinado até a entrada em vigor da lei. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, se mostra favorável à contratação de Zidane pela seleção francesa, segundo o L'Equipe.
Ao mesmo tempo, a possibilidade de o ministério aprovar ou negar uma exceção salarial levanta questionamentos sobre uma eventual interferência política nas decisões da seleção, algo que costuma ser mal visto pela Fifa.
Zidane: ídolo e multicampeão
Zidane não comanda uma equipe de futebol desde que deixou o Real Madrid, em 2021. Pela equipe merengue, o treinador conquistou 11 títulos, entre eles três Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes e dois Campeonatos Espanhóis. Como jogador, brilhou e levou a França ao primeiro título mundial em 1998.



