Matheus Cunha foi o grande nome da vitória do Brasil sobre o Haiti na Copa do Mundo ao marcar dois gols. Um detalhe chamou atenção: a comemoração imitando um surfista. O gesto não é aleatório e carrega uma forte ligação do atacante paraibano com o Rio Grande do Norte, mais especificamente com Baía Formosa, cidade do litoral Sul potiguar que Matheus escolheu como refúgio e onde aprendeu a surfar.
Conexão com Baía Formosa começou há quatro anos
A relação do jogador com a cidade começou há cerca de quatro anos e foi além de um simples passeio de férias. Conhecida internacionalmente por ser a terra do campeão olímpico e mundial de surfe Ítalo Ferreira, Baía Formosa também se tornou a casa de Cunha. O atacante do Manchester United fez amigos, se aproximou da comunidade, recebeu o título de cidadão formosense e costuma dizer em entrevistas que se considera "um nativo" da cidade.
"Quando eu vou para o Brasil, vou para uma pequena cidade perto da minha e eles começaram a me ensinar como surfar", contou o atacante em entrevista na Inglaterra ao explicar a comemoração curiosa. Um dos espaços que acompanharam de perto essa fase inicial foi o Baía Formosa Surfe Club, que relembrou a passagem do atacante em uma publicação nas redes sociais. "É uma alegria enorme ver o talento de Matheus Cunha brilhando com a camisa da Seleção Brasileira", diz o perfil.
Cidade de 8,8 mil habitantes abraçou o atacante
O carinho foi recíproco. A cidade de 8,8 mil habitantes acolheu Matheus Cunha. Em dezembro de 2024, Matheus Cunha recebeu o título de cidadão formosense. Na mesma época, participou da entrega de cestas básicas para moradores da cidade. Para a Copa do Mundo 2026, o atacante prometeu colocar um telão na praça de eventos para que a população acompanhasse os jogos da seleção. "E ele cumpriu a palavra e nos deu a responsabilidade de fazer [o evento acontecer]. A gente é o braço dele aqui em Baía Formosa, os olhos dele aqui", afirmou Clayver Dornelas, amigo do jogador.
As fotos de Matheus surfando nas praias de Baía Formosa se tornaram frequentes. Entre os amigos que fez na cidade está o filmmaker Bruno Lima, que ainda se surpreende ao ver um amigo vestindo a camisa da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. "Às vezes a ficha não cai. Eu fico em casa, vou na conversa dele no WhatsApp e penso: 'Eu tenho um amigo que vai para a Copa do Mundo'. Fico passando para ver se é verdade mesmo", conta.
Camisas de Matheus Cunha são as mais vendidas em Baía Formosa
Na loja de roupas de Athirson Guedes, outro amigo do jogador, uma camisa autografada por Matheus ocupa lugar de destaque. Ele conta que mais de 200 camisas com o nome do atacante foram vendidas para a Copa. "Aqui em Baía Formosa não tem Neymar, não tem Raphinha, não tem ninguém. O pessoal só quer saber do Matheus Cunha", disse.



