As vendas do comércio varejista no Brasil cresceram 2,3% em junho na comparação com maio, segundo dados com ajuste sazonal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O resultado superou as expectativas do mercado, que previa alta de 1,5%.
Dados do varejo restrito e ampliado
No varejo restrito, que exclui veículos e material de construção, o avanço foi de 2,3% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, houve crescimento de 4,1%. No acumulado do primeiro semestre, o setor registra alta de 3,2%.
Já o varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, e material de construção, apresentou elevação de 1,9% em junho ante maio. Frente a junho do ano anterior, o avanço foi de 5,3%. No semestre, o crescimento acumulado é de 4,0%.
Desempenho por setores
Dos oito segmentos pesquisados, seis tiveram alta em junho. Os destaques positivos foram: móveis e eletrodomésticos (5,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,2%), e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,9%).
As quedas ocorreram nos segmentos de combustíveis e lubrificantes (-1,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-0,7%).
Impacto e perspectivas
Segundo o IBGE, o resultado de junho foi influenciado pelo aumento da massa de rendimento real e pelo crédito mais acessível. “O mercado de trabalho aquecido e a inflação controlada têm impulsionado o consumo das famílias”, afirmou em nota o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
Para o segundo semestre, a expectativa é de desaceleração, devido aos juros elevados e ao endividamento das famílias. Apesar disso, a projeção para o fechamento de 2026 é de alta de 3,5% no varejo restrito, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).



