Tokenmaxxing flopou? Agentes de IA elevam custos e freiam adoção
Tokenmaxxing flopou? Agentes de IA elevam custos

O conceito de 'tokenmaxxing' – prática de maximizar o uso de tokens em sistemas de inteligência artificial – tem gerado consequências financeiras inesperadas para empresas que apostaram na tecnologia. Em vez de eficiência e economia, muitas organizações relatam boletos elevados, levando a uma desaceleração na adoção em massa da IA corporativa.

Alto consumo de tokens e custos crescentes

Agentes de IA, projetados para automatizar tarefas e aumentar a produtividade, consomem grandes volumes de tokens – unidades de processamento de linguagem natural. Esse consumo desenfreado transformou a promessa de redução de custos em uma nova fonte de despesas. Segundo dados do setor, o custo médio por tarefa de programação assistida por IA pode ser até 40% maior do que o estimado inicialmente, pressionando os orçamentos de TI.

Estratégias de contenção no Brasil

Empresas brasileiras reagiram rapidamente para evitar o agravamento dos custos. Medidas como governança de uso, otimização de prompts e limitação de tokens por sessão estão sendo implementadas. 'Estamos reavaliando contratos e treinando equipes para usar a IA de forma mais eficiente, evitando desperdícios', afirma Carlos Mendes, diretor de tecnologia de uma fintech paulista.

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Modelos chineses como alternativa

Enquanto isso, modelos de IA desenvolvidos na China, conhecidos por sua eficiência e menor consumo de tokens, ganham espaço no mercado brasileiro. Plataformas como DeepSeek e Qwen oferecem custos operacionais até 60% menores em tarefas similares, atraindo empresas que buscam equilibrar inovação e orçamento. A tendência é que a adoção desses modelos acelere nos próximos meses, especialmente entre pequenas e médias empresas.

Impacto na adoção em massa

O fenômeno do 'tokenmaxxing' expõe um desafio crítico para a indústria de IA: a viabilidade econômica da tecnologia em escala. Especialistas apontam que, sem controle de custos, a adoção corporativa pode estagnar. 'A IA precisa ser acessível para ser democrática. Se os custos continuarem altos, apenas grandes corporações conseguirão arcar com a tecnologia', comenta Ana Lúcia Costa, analista do setor.

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