Panorama da 21ª rodada do Brasileirão
O confronto entre Vitória e Palmeiras, em Salvador, promete ser um dos destaques da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O Leão da Barra é o segundo melhor mandante da competição, enquanto o Verdão ostenta a melhor campanha como visitante. O duelo, marcado para quarta-feira (21h30), tem potencial para ser um grande jogo, especialmente se ambas as equipes utilizarem força máxima.
Baixo volume de finalizações na rodada
Segundo dados do Gato Mestre, a rodada passada foi a 18ª com menos finalizações nos últimos dez anos (desde 2017), com média de 22,4 por partida. A menor marca histórica é da oitava rodada deste ano (19,9). Para a 21ª rodada, a tendência é de que o número de finalizações continue baixo, já que nove das 12 equipes que entram em campo na quarta e quinta-feira disputam no fim de semana o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, competição rentável e com maiores chances de título devido ao domínio de Palmeiras e Flamengo no Brasileirão.
Contexto de desgaste e folgas
O Palmeiras, líder isolado com oito pontos de vantagem para o terceiro colocado, é um dos times que jogam a Copa do Brasil. Já Flamengo e Bahia, visitantes nesta rodada, e o mandante Coritiba foram eliminados e folgam no fim de semana, podendo queimar energia extra no Brasileirão por terem mais tempo para recuperação física. Esse detalhe deve ser considerado nas previsões para a rodada.
Análises de todos os jogos
Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, a série Favoritismos traz análises detalhadas de cada uma das dez partidas da rodada. Os confrontos são: Mirassol x Remo, Internacional x Flamengo, Fluminense x Bahia, Vitória x Palmeiras, Corinthians x Athletico-PR e Coritiba x Cruzeiro. Jogos adiados incluem Botafogo x Grêmio, São Paulo x Santos, Atlético-MG x Bragantino e Chapecoense x Vasco.
Metodologia dos modelos estatísticos
O Favoritismos apresenta o potencial de cada time no Brasileirão 2026 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva no jogo aéreo e rasteiro. Os cálculos sobre a influência de bolas altas e troca de passes rasteiros consideram apenas gols em jogadas, excluindo gols olímpicos, pênaltis e faltas diretas.
As probabilidades estatísticas baseiam-se no modelo de Gols Esperados (xG), com referência em 127.157 finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.138 jogos de Brasileirões desde 2013. São considerados distância, ângulo, mando, origem da jogada, parte do corpo, se foi de primeira, diferença de valor de mercado, tempo de jogo e diferença no placar. O desempenho de cada jogador é comparado à média da posição, ajustando-se para o pé bom e pé ruim. Por exemplo, apenas 7% das finalizações da meia-lua viram gol, resultando em xG de 0,07. As probabilidades de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre.



