O Vasco da Gama enfrenta uma crise ofensiva em 2026. Com o empate por 2 a 2 contra o Independiente Medellín, o atacante Spinelli assumiu a artilharia isolada do time na temporada, com seis gols. O número contrasta com o desempenho do ano anterior, quando Vegetti, Rayan e Coutinho somaram 58 dos 94 gols da equipe (61,7%). Os três deixaram o clube no início de 2025: Vegetti foi para o Cerro Porteño (27 gols em 2025), Rayan para o Bournemouth (20 gols) e Coutinho rescindiu contrato.
Queda no poder ofensivo
Nesta mesma data em 2025, Vegetti já tinha 20 gols e Rayan era vice-artilheiro com seis. Em 2026, o Vasco marcou apenas 49 gols, sendo o 7º pior ataque da Série A. Além de Spinelli, os vice-artilheiros são Puma Rodríguez (lateral direito) e Thiago Mendes (meia), ambos com cinco gols — nenhum deles é atacante de ofício.
Reforços caros não rendem
A diretoria investiu cerca de R$ 61 milhões na primeira janela de transferências para reforçar o ataque, prioridade da gestão. O colombiano Marino Hinestroza não tem participação em gols, enquanto Brenner, contratado por valor similar, marcou três gols em 26 jogos e não se firmou como titular, revezando com Spinelli na referência.
Risco de rebaixamento
O Vasco passou em branco nos três últimos jogos do Campeonato Brasileiro e ocupa a 17ª posição, com 20 pontos — um à frente do Grêmio, primeiro fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é contra o Mirassol, neste sábado, às 20h30 (de Brasília), em São Januário. "Precisamos melhorar a eficiência ofensiva para sair dessa situação", afirmou o técnico, em coletiva.



