A UEFA anunciou que não adotará a nova regra da FIFA que prevê expulsão de jogadores por cobrirem a boca ao falar com adversários. Em vez disso, a entidade europeia orienta os árbitros a aplicarem apenas cartão amarelo por conduta antidesportiva nas competições sob sua organização.
Decisão da UEFA contrasta com regra da FIFA
A FIFA havia introduzido a regra como parte de uma iniciativa para coibir ofensas raciais e discriminação, permitindo que os árbitros expulsassem jogadores que cobrissem a boca durante conversas com oponentes. No entanto, a UEFA considerou a medida excessiva e optou por manter o bom senso na avaliação dos árbitros.
"A UEFA acredita que a aplicação de cartão amarelo é suficiente para lidar com condutas antidesportivas, preservando a autoridade do árbitro sem recorrer a punições extremas", afirmou um porta-voz da entidade. "Casos mais graves, como ofensas verbais, continuarão sendo investigados disciplinarmente."
Contexto da polêmica
A controvérsia ganhou destaque após o jogador Almirón ser expulso na partida entre Paraguai e Turquia, durante a fase de grupos, por cobrir a boca. O episódio gerou debates sobre a proporcionalidade da punição.
A decisão da UEFA vale para todas as suas competições, incluindo a Liga dos Campeões, a Liga Europa e o Europeu de Seleções. A entidade reforçou que os árbitros devem usar o critério para distinguir entre um gesto inofensivo e uma tentativa de encobrir ofensas.
Impacto para jogadores e clubes
Com a orientação da UEFA, jogadores não serão mais expulsos por cobrirem a boca, mas ainda podem receber cartão amarelo. Clubes e federações nacionais deverão se adaptar à diferença de regras entre competições da UEFA e da FIFA, que ainda pode aplicar a expulsão em torneios como a Copa do Mundo.
A medida foi bem recebida por sindicatos de jogadores, que consideravam a regra da FIFA desproporcional. "É um passo sensato para evitar punições injustas", comentou um representante do sindicato global de jogadores.



