O técnico da Escócia, Steve Clarke, acredita que sua equipe será eliminada da sua primeira Copa do Mundo em 28 anos, depois do que ele considerou uma derrota por 3 a 0 em grande parte autoinfligida para o Brasil na última rodada do Grupo C na quarta-feira (24).
Chances remotas de classificação
Os escoceses, com três pontos, ainda têm tecnicamente uma chance de avançar para o mata-mata de uma Copa do Mundo pela primeira vez como uma das oito melhores terceiras colocadas entre os 12 grupos da competição. No momento, a Escócia tem a sexta melhor campanha, mas Clarke acredita que será ultrapassada por pelo menos duas outras seleções, com 20 partidas de fase de grupos ainda por disputar.
Autocrítica e análise da partida
“Resultado justo”, disse. “Quando você dá a uma seleção como o Brasil as chances que demos a eles, é de se esperar que seja punido. E foi isso que aconteceu. Acho que provavelmente vamos voltar para casa.”
“Sabemos que eles são mortais no terço final do gramado, e nós, com certeza, demos a eles os dois primeiros gols, provavelmente o terceiro também.”
“Então, nós lhes demos os gols, mas, por outro lado, eles também perderam algumas chances e Angus (Gunn) teve que fazer algumas boas defesas.”
“Criamos uma ou duas chances, mas nada realmente claro.”
Decepção, não raiva
A frustração de Clarke com o desempenho de sua equipe nesta quarta-feira ficou clara, mas ele disse que não está zangado com os jogadores que levaram a Escócia à sua primeira Copa do Mundo desde a França em 1998.
“Estou decepcionado por eles porque não alcançaram o nível que poderiam atingir”, disse. “Acho que todos sabemos disso. Qualquer um que tenha acompanhado essa equipe nos últimos anos sabe que não atingimos o nível que poderíamos atingir.”
Problemas estruturais do futebol escocês
O ex-lateral do Chelsea disse que a campanha da equipe também expôs problemas estruturais do futebol escocês que precisam ser resolvidos.
“Acho que, quando você vê a força física, a potência e a técnica tanto de Marrocos quanto do Brasil, percebe que precisamos fazer algo a respeito”, disse. “Temos que tentar melhorar na formação de jovens jogadores capazes de brilhar no cenário mundial.”



