Ex-Remo Tachtsidis revela susto com assalto e amor da torcida em Belém
Tachtsidis revela susto com assalto e amor da torcida do Remo

O meio-campista grego Panagiotis Tachtsidis, de 35 anos, abriu o jogo sobre sua passagem pelo Remo em entrevista ao podcast N1 Casino. Contratado em agosto de 2025 para a Série B, ele foi peça-chave no acesso à elite e revelou bastidores inéditos, incluindo um assustador episódio de violência urbana em Belém.

Do quase adeus ao desafio no Brasil

Tachtsidis estava prestes a se aposentar quando recebeu uma ligação do ex-companheiro Gustavo Manduca. "Eu estava realmente pronto para me aposentar. No dia 30 de agosto, o Manduca me ligou. Ele me disse: 'Você vai para o Brasil'. Minha reação inicial foi de surpresa: 'Brasil? O que você está dizendo?'", contou. O projeto de três meses no clube que brigava pelo acesso o convenceu na hora, sem pensar duas vezes, movido pela busca de nova experiência cultural e esportiva.

Choque cultural e redescoberta no Baenão

Ao chegar em Belém, o impacto foi forte. "Confesso que foi um baque. Foi um choque cultural ver a pobreza e as pessoas dormindo descalças na rua", disse. Mas a paixão da torcida do Remo o reergueu: "Graças a Deus, logo depois eu pude presenciar o tamanho do amor que eles têm pelo futebol. É algo absurdo. Isso me fez sentir a chama da paixão pelo esporte novamente. Eles têm o Baenão, que é um caldeirão menor para 20 mil pessoas, e também o Mangueirão, que recebe 60 mil pessoas. É de arrepiar".

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Cenas de filme: susto com assalto à mão armada ao meio-dia

Tachtsidis relembrou um episódio traumático: "Um dia, por volta do meio-dia, eu estava saindo para almoçar quando vi dois homens armados realizando um assalto. Havia cerca de 200 pessoas correndo desesperadas. Parecia cena de filme de ação. O mais bizarro é que a polícia estava a uns 20 metros de distância, olhou para a situação e simplesmente desviou o olhar. Eu e meu amigo voltamos correndo para casa, apavorados".

Reformulação interna e saída rumo ao Chipre

Após o acesso, Tachtsidis renovou por mais uma temporada, mas o desgaste físico e as mudanças no clube pesaram. "O time subiu e acabei ficando mais um ano, mas não lutei muito por espaço porque estava exausto. Trocaram diretores, treinadores e contrataram cerca de 25 jogadores. Decidi agradecer e ir embora de forma amigável", explicou. Dias depois, acertou com o Karmiotissa, do Chipre, onde segue jogando.

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