A senadora paraguaia Celeste Amarilla ameaçou processar o jogador francês Kylian Mbappé por 'violência de gênero' e 'violência política', após o atleta criticar declarações racistas feitas por ela nas redes sociais. O caso ocorre em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada em parte no Paraguai.
Declarações polêmicas e reação de Mbappé
Celeste Amarilla, conhecida por suas posições polêmicas, publicou comentários considerados racistas sobre a origem de Mbappé, que tem ascendência camaronense e argelina. O jogador, capitão da seleção francesa, respondeu publicamente, classificando as falas como 'inaceitáveis' e pedindo respeito à diversidade. Em resposta, a senadora afirmou que processará Mbappé, usando como exemplo a prisão do ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho no Paraguai em 2020, quando foi detido por uso de passaporte falso. 'Aqui já prendemos o Ronaldinho, não me subestime', declarou Amarilla, em tom de ameaça.
Reações internacionais e apoio a Mbappé
O governo francês manifestou apoio a Mbappé. O presidente Emmanuel Macron afirmou que 'o racismo não tem lugar no esporte nem na sociedade' e que a França está ao lado de seu capitão. A Federação Francesa de Futebol também emitiu nota de repúdio às declarações de Amarilla. O caso gerou ampla repercussão na imprensa internacional, com veículos como L'Équipe e Le Monde destacando a tensão diplomática entre França e Paraguai.
Contexto da Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo de 2026 será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, mas o Paraguai será uma das subsedes, recebendo jogos da competição. A polêmica envolvendo a senadora paraguaia e Mbappé acendeu alertas sobre possíveis incidentes racistas durante o evento. Organizações de direitos humanos cobraram posicionamento das autoridades paraguaias. Até o momento, o governo do Paraguai não se manifestou oficialmente sobre o caso.



