O senador Romário (PL-RJ) anunciou que renunciará ao seu salário durante o período da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos. A decisão, divulgada nesta quarta-feira, prevê a devolução integral de qualquer remuneração recebida aos cofres públicos. Romário, que é um dos parlamentares mais conhecidos do país, afirmou que continuará exercendo o mandato por meio de videoconferência, garantindo sua participação em votações importantes, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a jornada de trabalho 6x1.
Motivações e contexto da decisão
Romário explicou que a opção por não se licenciar do cargo se deve à necessidade de votar a PEC da jornada 6x1, considerada prioritária para os trabalhadores brasileiros. "Não poderia me ausentar num momento tão crucial para a classe trabalhadora. A videoconferência me permite estar presente nas deliberações sem custos extras para o erário", declarou o senador. A PEC, que tramita no Senado, propõe o fim da escala de trabalho de seis dias consecutivos por um de descanso, tema que mobiliza sindicatos e centrais sindicais.
A decisão pessoal de Romário foi elogiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que destacou o gesto como exemplo de responsabilidade com o dinheiro público. "É uma atitude louvável, que demonstra compromisso com a ética e a transparência", afirmou Alcolumbre em nota oficial.
Impacto financeiro e legal
O salário de um senador brasileiro é de aproximadamente R$ 33,7 mil mensais. Durante os meses de junho e julho de 2026, período da Copa do Mundo, Romário deixará de receber o equivalente a cerca de R$ 67,4 mil, valor que será integralmente revertido aos cofres públicos. A medida, embora simbólica, reforça a imagem do parlamentar como defensor da austeridade fiscal.
Especialistas em direito administrativo apontam que a renúncia ao salário é permitida, desde que formalizada por meio de requerimento oficial. Romário já protocolou o documento na Mesa Diretora do Senado, garantindo a legalidade do ato.
Repercussão política
A atitude de Romário gerou reações diversas entre os colegas parlamentares. Enquanto alguns elogiaram a iniciativa, outros criticaram a ausência física do senador durante o período, argumentando que a videoconferência pode limitar a participação em debates e negociações de bastidores. No entanto, Romário assegurou que estará disponível integralmente para as sessões remotas, mantendo o mesmo nível de atuação.
O senador, que também é ex-jogador de futebol e ídolo da seleção brasileira, já havia se destacado por outras pautas sociais e trabalhistas. A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e ocorrerá em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Romário, que não confirmou presença nos jogos, afirmou que acompanhará a competição pela televisão, sem prejuízo às suas funções legislativas.



