Mudar de país envolve um longo processo de adaptação que, no geral, vai muito além do futebol. No Botafogo, os 12 jogadores estrangeiros — carinhosamente chamados de “gringos” — formam uma rede de apoio que conta com lideranças brasileiras e um trabalho especializado do clube. A adaptação é coordenada por Mayara Bordin, profissional que atua como liaison, ajudando desde o primeiro contato até a busca por moradia, cursos de idiomas e escolas para os filhos.
Elenco repleto de estrangeiros
Atualmente, o elenco do Botafogo tem 12 estrangeiros: Joaquín Correa (Argentina), Bastos (Angola), Mateo Ponte (Uruguai), Ferraresi (Venezuela), Medina (Argentina), Santi Rodríguez (Uruguai), Montoro (Argentina), Barrera (Colômbia), Kadir (Panamá), Villalba (Uruguai), Lucas Monzón (Uruguai) e Domingos Andrade (Angola). Destes, Correa e Bastos estão fora dos planos de Franclim Carvalho.
Proximidade linguística facilita integração
Em entrevistas ao ge, os argentinos Montoro e Medina destacaram como a convivência entre os gringos ajuda os recém-chegados. Medina, que saiu da Argentina pela primeira vez, afirmou: “São muitos gringos. Na verdade, isso ajuda muito. Você se adapta mais facilmente ao grupo e também ao idioma. Ter argentinos e uruguaios ajuda. Estava o Chris [Ramos], que é espanhol, está o Jordan, que é colombiano. São muitos que falam espanhol. Isso facilita muito”.
Lideranças brasileiras como referência
A adaptação não depende apenas dos estrangeiros. Montoro ressaltou a importância dos brasileiros mais experientes: “Os brasileiros também são muito importantes para a gente quando somos novos. Os capitães, o Alex [Telles], o Marçal. Também tem os gringos, como o Mateo Ponte, que está há muito tempo aqui. Quando você chega a um clube novo, o cara que está há muito tempo, que é uma referência, é muito importante”.
WhatsApp e encontros fora de campo
Para fortalecer o entrosamento, os estrangeiros mantêm um grupo no WhatsApp, onde recém-chegados são incluídos para trocar informações sobre a cidade e marcar encontros. Durante jogos da Copa, por exemplo, reuniões com churrasco (parrilla) foram realizadas para assistir às partidas. Essa rede de apoio, somada ao trabalho da liaison Mayara Bordin, torna a mudança de país menos desafiadora para os atletas.



