A Ponte Preta foi derrotada pelo Goiás por 2 a 1 no Estádio Moisés Lucarelli, pela 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida, realizada na noite desta terça-feira, marcou a sétima derrota consecutiva da Macaca, que já acumula 12 jogos sem vitória na competição. A sequência negativa aproxima o clube do recorde de 14 partidas sem vencer do ABC na edição de 2023.
Atuação repete padrão de erros e falta de reação
O desempenho diante do Goiás repetiu o que a torcida tem visto nas últimas rodadas: erros decisivos, dificuldade em manter o nível ao longo dos 90 minutos e, principalmente, incapacidade de reagir quando o jogo fica adverso. "Há momentos em que uma derrota explica uma crise. Outros em que a crise explica a derrota. Hoje, a Ponte vive claramente a segunda situação", analisa a reportagem.
A crise não se limita ao campo. O rebaixamento no Campeonato Paulista já havia tornado 2026 traumático, e a campanha na Série B aprofunda o cenário. A Ponte soma apenas três vitórias em toda a temporada, ocupa a vice-lanterna da Série B após 18 rodadas, está a 12 pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento e ostenta a pior campanha de sua história na era dos pontos corridos da competição. A sequência de sete derrotas consecutivas não ocorria havia 21 anos.
Fora de campo, situação é ainda mais delicada
Além dos números preocupantes, o clube enfrenta salários atrasados, transfer ban, saída de jogadores durante a janela, processos judiciais e protestos da torcida. Uma proposta para transformar o clube em SAF gera expectativa, mas o ambiente segue pesado para quem trabalha no futebol. "A cada semana, uma nova crise se soma às antigas e torna ainda mais pesado o ambiente para quem tenta trabalhar no futebol", descreve a matéria.
O técnico Márcio Zanardi busca soluções, mas até agora pouco conseguiu mudar o desempenho. Antes dele, Edson Boaro e Rodrigo Santana também enfrentaram dificuldades semelhantes e, em alguns momentos, apresentaram atuações mais consistentes. O futebol da Ponte hoje parece mais consequência de um ambiente deteriorado do que de escolhas táticas.
Restam 19 rodadas, mas esperança depende de reorganização
Ainda resta um turno inteiro pela frente, com 19 rodadas. A matemática permite acreditar em reação, mas o campo não oferece sinais de que ela seja possível. A esperança do torcedor reside menos em uma sequência improvável de vitórias e mais na reorganização do clube, seja pela SAF anunciada pela diretoria ou por outras alternativas que devolvam estabilidade financeira. "O sentimento que fica após mais uma derrota não é apenas o de um time afundado na zona de rebaixamento. É o de um clube que parece ter se acostumado a perder", conclui a reportagem.



